Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Pequim intervém para ajudar a resolver a crise financeira

Em um momento de crise financeira mundial, o governo chinês interveio nesta quinta-feira para tentar reerguer a Bolsa, suprimindo a taxa imposta à compra de ações e reforçando seu peso nos grandes bancos.

AFP |

A partir desta sexta-feira, os investidores já não pagarão mais a taxa de 0,1% imposta à compra de ações. A decisão tem como objetivo "incentivar a confiança nos mercados", informou a agência oficial Nova China.

Esta taxa já havia sido reduzida abril, de 0,3% para 0,1%.

O princípal índice da Bolsa de Xangai perdeu 64% de seu valor desde o início deste ano, prejudicando milhões de pequenos acionistas.

"Esta decisão mostra a posição muito mais firme do governo para restaurar a confiança no mercado", considerou Jing Ulrich, analista do JPMorgan.

Terça-feira, as taxas de juros impostas ao empréstimos por um ano foram reduzidas para estimular a economia.

O Banco Central chinês praticou nos últimos anos uma política de aumento das taxas de juros para frear a inflação e segurar uma economia em risco de superaquecimento.

O governo também começou nesta quinta-feira a comprar ações em três dos maiores bancos do país.

Segundo a Nova China, um fundo de investimentos ligado ao governo, Central Huijin Investment Co. Ltd, começou a reforçar suas posições nos bancos Industrial and Commercial Bank of China, Bank of China e China Construction Bank "para apoiá-los em um contexto de queda das Bolsas".

Criado em 2002, o Central Huijin foi nos últimos anos o principal protagonista da reforma do setor bancário chinês, abalado pela corrupção.

Para Yan Li, analista da Southwest Securities, com sede em Pequim, a queda da Bolsa chinesa "se deve a uma perda de confiança e ao pessimismo reforçado pelo impacto negativo dos mercados externos".

"Ao anunciar estas decisões num contexto de queda contínua, o governo mostra claramente que está preocupado e que deseja injetar confiança", considerou a analista.

O diretor da comissão da administração e supervisão dos ativos do Estado, Li Rongrong, informou que as 147 empresas públicas serão incentivadas a comprar mais ações de suas filiais cotadas na Bolsa, também para garantir "o desenvolvimento estável do mercado financeiro".

Os anúncios desta quinta-feira foram feitos após vários dias de queda da Bolsa de Xangai, num momento de grave preocupação com o mercado financeiros mundial depois do pedido de concordata do banco de negócios americano Lehman Brothers, segunda-feira.

Nesta quinta-feira, a Bolsa de Xangai fechou novamente em baixa, perdendo 1,72% em relação à sessão de quarta-feira.

jqf/yw/fp

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG