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Porto Alegre, 30 - Pequenos agricultores, sem-terra e atingidos por barragens realizaram hoje protestos em 18 cidades do Rio Grande do Sul, conforme dados fornecidos pelos grupos envolvidos. Eles reivindicam um desconto de R$ 10 mil para estimular o pagamento de dívidas do crédito rural, que denominam "rebate", semelhante aos programas de refinanciamento de débitos tributários adotados pelos governos federal e estadual.

Porto Alegre, 30 - Pequenos agricultores, sem-terra e atingidos por barragens realizaram hoje protestos em 18 cidades do Rio Grande do Sul, conforme dados fornecidos pelos grupos envolvidos. Eles reivindicam um desconto de R$ 10 mil para estimular o pagamento de dívidas do crédito rural, que denominam "rebate", semelhante aos programas de refinanciamento de débitos tributários adotados pelos governos federal e estadual. Como a pauta envolvia financiamentos, a mobilização foi feita em frente a agências do Banco do Brasil e do Banrisul. Em pelo menos um município, Palmeira das Missões, no norte do Estado, os manifestantes ocuparam o interior da agência, que continuou funcionando, mesmo com a aglomeração de pessoas, segundo o coordenador do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) Plínio Simas. Não houve incidentes, relatou o dirigente. Em um ponto da pauta, os pequenos agricultores têm a mesma reivindicação dos produtores empresariais: a remuneração por serviços de preservação ambiental. Apesar da semelhança, o critério é diferente, esclareceu o coordenador do MPA. Os pequenos agricultores pedem remuneração de um salário mínimo por família, a ser pago pelo governo, enquanto a agricultura empresarial busca retorno por hectare preservado, comparou. O MPA propõe a criação de um imposto a ser cobrado de empresas poluidoras, que teria sua arrecadação revertida para o ressarcimento aos agricultores que mantivessem as áreas de preservação. Pela manhã, um grupo foi recebido na superintendência do Banco do Brasil em Porto Alegre para entregar sua pauta. Os agricultores argumentam que foram prejudicados por sucessivos problemas climáticos nos últimos anos, gerando perdas e afetando a capacidade de pagamento. Na última safra, foram os preços agrícolas baixos que prejudicaram sua remuneração. O desconto no pagamento seria uma maneira de estimular que o pequeno produtor inadimplente recuperasse a capacidade financeira e parcelasse o saldo devedor, defendem os movimentos, que não fizeram estimativa sobre o valor devido.
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