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Pequenas empresas ganham mercado externo

As micro e pequenas empresas (MPEs) que têm conseguido atravessar os obstáculos para emplacar seu produto no exterior bateram recorde de vendas em 2007. Juntas, exportaram no ano passado US$ 2,1 bilhões, uma expansão de 12,4% em relação a 2006.

Agência Estado |

O valor médio que cada companhia vendeu a clientes em outros países também cresceu 12,5%, atingindo US$ 163,9 mil, segundo levantamento do Sebrae, a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Ainda assim, as exportações das MPEs têm participação modesta no total de vendas externas das empresas nacionais. No caso dos microempreendimentos, a fatia é de 0,1% e dos pequenos, de 1,2%. "A MPE não tem a exportação como uma estratégia empresarial. Elas exportam quando o câmbio está favorável ou quando seu produto consegue um bom preço lá fora", diz Emanuel Falcão, analista do Sebrae que coordenou o estudo.

O resultado dessa ausência de estratégia é uma forte descontinuidade nas vendas externas. Segundo a pesquisa, quase a metade das MPEs que exportaram em 2007 não o fazem todos os anos. "Geralmente, o valor exportado por empresas estreantes ou que voltam ao mercado é muito baixo", diz Falcão. Em 2007, o valor médio das MPEs que têm mercado cativo em outros países desde 1998 foi de US$ 70 milhões. Entre as que exportam de forma descontínua, a média foi de US$ 32 milhões, exemplifica o analista.

Segundo Falcão, uma das dificuldades de se chegar ao mercado internacional - ou se manter nele - é a falta de conhecimento das regras e políticas tarifárias dos países. Esse motivo levou a empresa Chama, que produz uniformes e equipamentos de proteção para uso em plataformas em alto-mar, a adiar por quatro anos a estréia no exterior.

"Tivemos de pesquisar documentação, contabilidade e legislação", conta o gerente comercial Rodrigo Parud, que contratou um profissional bilíngüe para prospectar clientes. Neste ano, a empresa conseguiu concluir a primeira exportação, com destino a Angola. "Queremos chegar a 35% do faturamento com exportações em três anos. É trabalhoso, mas não impossível."

Segundo o estudo, cresceram as exportações de produtos intensivos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). O foco em tecnologia explica a alta no valor total exportado pelas MPEs. "Ela agrega valor ao produto", diz Falcão. As vendas de bens intensivos em P&D cresceram 29,2% entre as micro e 23% entre as pequenas empresas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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