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Pequenas e médias já faturam com eventos esportivos

No Rio de Janeiro, empreiteiras e prestadores de serviços escolhem obras que farão graças a demanda por modernização da cidade

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro |

Quando terminar a reforma que comanda em um dos maiores hotéis do Rio, o engenheiro Jorge Lopes Craveiro vai se dar ao luxo de escolher para quem trabalhar. Ao lado de dezenas de empregados e fornecedores, o dono da a Becran Engenharia está transformando os 550 quartos do clássico Le Méridien, na fronteira entre a praia do Leme e a de Copacabana, em Windsor Atlantica. A obra é uma entre tantas outras que vai contribuir na preparação da cidade para as Olimpíadas e a Copa do Mundo – um mercado e tanto para pequenas e médias empresas como a de Craveiro.

Responsável pelas obras do antigo Méridien, a Becran Engenharia foi procurada por outros dois hotéis para um novo contrato em 2011. Até o fim deste ano, novas propostas devem aparecer, na expectativa do dono da empresa. “Dá para escolher onde vamos trabalhar depois que concluirmos essa obra", diz Craveiro, em meio às obras que só pouparam a estrutura do prédio de 550 apartamentos. Por dentro e por fora, tudo está sendo substituído no local, do piso às redes elétrica e hidráulica. "A hotelaria do Rio precisa de reforma e está aproveitando o bom momento para isso", conta.

Divulgação
Interior de um um dos hotéis da rede Windsor, que adquiriu o tradicional Le Méridien
 

Para reformar o prédio de 29 andares, foram contratados 150 serventes, 45 pedreiros, 15 carpinteiros, 8 marceneiros, 15 pintores, 8 serralheiros, 18 eletricistas e 5 armadores – todos pelo grupo Windsor, mas orientados pela Brecan Engenharia. A empresa atua dessa forma há décadas: quem emprega os funcionários é a empresa contratante. Estima-se ali um investimento de R$ 70 milhões na reforma, mas a empresa não confirma o valor.

Com uma rede de nove hotéis, o Windsor está reformando mais quatro prédios no Rio. O Windsor Atlantica deve ficar pronto entre outubro e dezembro, a tempo de receber turistas para as festas de fim de ano. Maior grupo hoteleiro do Rio, é um dos que mais aposta no turismo da cidade. Conhecido pela famosa cascata de fogos no réveillon, o hotel passou das mãos da Previ para o grupo Windsor, em meados do ano passado, por R$ 170 milhões.

De Hotel Glória a Gloria Palace

O clássico Hotel Glória também mudou de dono. Vai ganhar tudo novo, inclusive o nome. Vai se chamar Gloria Palace, assim que a reforma promovida pela EBX, do empresário Eike Batista, for concluída, em 2011. A empresa de Batista comprou o hotel por R$ 80 milhões e vai desembolsar mais R$ 120 milhões para reformá-lo.

Além das reformas, a indústria hoteleira prepara a construção de 19 hotéis na cidade. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio de Janeiro (ABIH-RJ) estima investimentos de R$ 1 bilhão até 2016.

Getty Images
Eike Batista também entrou no ramo hoteleiro: Hotel Glória deve se chamar Gloria Palace, com ampla reforma


Insegurança

A expansão também beneficia empresas de segurança, como a Stick Gerico, especializada em proteção de condomínios residenciais e hotéis, que planeja aumentar em 10% o número de contratos em 2010, de acordo com o sócio-diretor da empresa, Marcelo Martins.

Apesar do otimismo com as oportunidades criadas pelos eventos mundiais, Martins pondera que o crescimento das empresas de segurança pode ser ainda maior se houver fiscalização mais rígida neste segmento por parte das autoridades. Muitos, segundo ele, atuam sem autorização, criando um mercado clandestino de segurança na cidade. “Isso enfraquece as empresas legalizadas”, diz.

Apesar da citada concorrência desleal, o faturamento da empresa de segurança cresceu 8% em 2009. “Esse boom de condomínios e hotéis já começou a acontecer, antes da preparação para os Jogos”, afirma.

Saneamento

O ânimo de alguns segmentos industriais impulsionou as vendas da Duuctil, distribuidora de produtos e equipamentos de saneamento. Ela fornece tecnologia importada que reduz o consumo de água e contribui para o tratamento adequado de esgoto. Com faturamento de R$ 4 milhões anuais, a média empresa se prepara para crescer num ritmo que deve alcançar uma taxa de 5%, acredita Jair Vasconcellos, presidente da Duuctil. A distribuidora tem entre seus clientes siderúrgicas, petroleiras, indústria de cosméticos e de automóveis, além de condomínios e hotéis de grande porte.

Vasconcellos afirma que as empresas de pequeno e médio porte têm outro benefício pela frente o maior rigor nas regras de segurança ambiental. É que as empresas precisam se adequar às regras atuais, mais rígidas, comprando equipamentos que previnem o desperdício de água, energia etc.

Especializada em manutenção e inspeção de segurança em caldeiras e em economia de energia elétrica, a Elecomtec cresceu 13% em 2009 e estima um aumento de 20% no faturamento de 2010. “Vamos ganhar mais clientes com as Olimpíadas, com a Copa, com o boom imobiliário em todo o Brasil”, afirma Rafael Antunes, sócio da empresa. Como tantos outros, Antunes afirma querer crescer dentro de seus limites.

 

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