Washington, 1 dez (EFE) - A presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou hoje que o Congresso tentará aprovar um ambicioso plano de estímulo econômico antes da posse de Barack Obama, em 20 de janeiro.

"Queríamos tê-lo pronto para (a posse de) o presidente eleito.

Acho que estaremos alcançando algum acordo hoje", disse Pelosi em entrevista aos jornalistas antes de se reunir com os governadores da Pensilvânia e de Vermont.

O plano de estímulo econômico é a máxima prioridade legislativa de Obama em seus primeiros 100 dias de Governo, e o Congresso poderia aprová-lo após retomar as sessões, em 6 de janeiro de 2009.

A proposta incluiria cortes de impostos, medidas para a criação de empregos, um investimento maior em infra-estrutura, mais aplicações de recursos em fontes de energia renovável e ajudas aos Governos estaduais.

Pelosi não deu detalhes sobre o custo ou conteúdo do plano, mas várias fontes legislativas disseram à imprensa nas últimas semanas que poderia chegar a US$ 500 bilhões.

A presidente da Câmara se reuniu hoje com o governador democrata da Pensilvânia, Ed Rendell, e com o de Vermont, o republicano Jim Douglas, presidente e vice-presidente, respectivamente, da Associação Nacional de Governadores.

Obama e o vice-presidente eleito, Joe Biden, se reunirão com os governadores de todo o país amanhã na Filadélfia, na Pensilvânia, para discutir, entre outras coisas, a crise econômica que afeta o país.

"Discutiremos nossas preocupações, mas, além disso, debateremos nossa oferta de ajudar o novo presidente e o novo Congresso a vender este pacote (de estímulo econômico) à opinião pública", disse à imprensa Rendell após a reunião.

O governador da Pensilvânia mencionou como exemplo que, segundo o Congresso, para cada US$ 1 bilhão de investimentos em infra-estrutura, sejam criados 40 mil novos empregos.

Tanto os Governos quanto as legislaturas estaduais pediram a aprovação do plano de estímulo econômico, ao destacar que os estados também enfrentam uma grave crise orçamentária para os anos fiscais de 2009 e 2010.

Para Obama, não há tempo a perder diante da alta no desemprego e da crise financeira, imobiliária e de créditos, que afetaram a confiança tanto de investidores quanto de consumidores. EFE mp/db

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