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Pelo menos duas empresas investirão no Fundo Amazônia, revela Minc

RIO - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que, mesmo com a crise financeira internacional, pelo menos duas empresas deverão anunciar nesse ano participação no Fundo Amazônia, que tem hoje a reunião inaugural do Comitê Orientador do mecanismo. O encontro está sendo realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e conta com representantes de nove estados e oito ministérios, além de instituições da sociedade civil e do próprio BNDES. Minc não revelou o nome das empresas e ressaltou que o anúncio será feito na Polônia, em dezembro, quando acontece o congresso internacional sobre mudanças climáticas.

Valor Online |

O ministro se limitou a dizer que já houve conversas com companhias como o Wal-Mart, AES, Vale e Petrobras, mas não adiantou se alguma delas vai aportar recursos no fundo.

Até o momento, o fundo tem garantidos recursos de US$ 140 milhões destinados pelo governo da Noruega. Parte desse dinheiro deve entrar no caixa do Fundo Amazônia ainda neste ano, mas o primeiro projeto só deverá ser contemplado em 2009.

O fundo poderá arrecadar até US$ 1 bilhão no seu primeiro ano, valor calculado com base na redução do desmatamento da Amazônia em 2006 na comparação com a média dos dez anos anteriores. O diretor do BNDES, João Carlos Ferraz, não confirmou se o limite de US$ 1 bilhão será atingido no primeiro ano. "A preocupação é captar, mas é também aplicar os recursos que já temos. Se captarmos US$ 250 milhões, ótimo. Se chegar a US$ 500 milhões, maravilha".

Minc afirmou ainda que os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que serão divulgados na quarta-feira deverão mostrar redução do desmatamento em setembro na Amazônia. Segundo ministro, os dados levantados pelo sistema Detecção em Tempo Real (Deter) apontaram, entre junho e agosto deste ano, a menor média de desmatamento desde a criação do Deter em 2004. Segundo Minc, foram desmatados, em média, 650 quilômetros quadrados por mês neste trimestre, considerado o pior do ano para a região, uma vez que entre junho e agosto se concentra o período de estiagem e queimadas.

De acordo com Minc, no ano passado a média para esses três meses tinha sido de 880 quilômetros quadrados por mês. "Esse resultado não me alivia, mas mostra que o desmatamento está caindo. Pelos dados preliminares que temos, vai haver nova queda em setembro."
(Rafael Rosas | Valor Online)

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