Mesmo não tendo havido elevação da taxa básica de juros (Selic) na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), as taxas de juros voltaram a ser elevadas por conta do agravamento da crise externa e pela maior dificuldade de acesso a crédito pelas instituições financeiras, aponta pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças).

A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma elevação de 0,08 ponto percentual no mês (2,12 ponto percentual no ano) correspondente a uma elevação de 1,07% no mês (1,55% em doze meses) passando a mesma de 7,46% ao mês (137,12% ao ano) em setembro/2008 para 7,54% ao mês (139,24% ao ano) em outubro/2008 sendo esta a maior taxa de juros média desde junho/2006.

Pessoa Jurídica

A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma elevação de 0,07 ponto percentual no mês (1,35 ponto percentual em doze meses) correspondente a uma elevação de 1,61% no mês (2,02% em doze meses) passando a mesma de 4,36% ao mês (66,88% ao ano) em setembro/2008 para 4,43% ao mês (68,23% ao ano) em outubro/2008 sendo esta a maior taxa de juros média desde março/2006. 

Taxa de juros x Selic

Considerando todas as quedas e elevações da taxa básica de juros (Selic) promovidas pelo Banco Central desde setembro/2005, tivemos neste período (setembro/2005 a outubro/2008) uma redução da Selic de 6,00 pontos percentuais (queda de 30,38%) de 19,75% ao ano em setembro/2005 para 13,75% ao ano em outubro/2008.

Neste período a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma redução de 1,88 pontos percentuais (queda de 1,33%) de 141,12% ao ano em setembro/2005 para 139,24% ao ano em outubro/2008.

Nas operações de crédito para pessoa jurídica esta queda atingiu 0 ponto percentual (queda de 0%) de 68,23% ao ano em setembro/2005 para 68,23% ao ano em outubro/2008, ficando evidente que não foram repassadas integralmente todas as quedas da taxa básica de juros.

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