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Pela primeira vez Nordeste consome mais energia que a região Sul

SÃO PAULO - O consumo de energia elétrica no Brasil passou por uma mudança estrutural no primeiro semestre de 2008. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), pela primeira vez o consumo residencial de energia na região Nordeste ultrapassou o da região Sul, que historicamente sempre foi superior.

Valor Online |

Tal mudança começou a se configurar em dezembro de 2007 e se consolidou durante a primeira metade de 2008. Segundo a EPE, nos 12 meses encerrados em maio de 2008, o consumo residencial de energia elétrica no Nordeste foi de 15,4 mil Gw/h, enquanto na região Sul a demanda foi de 15 mil Gw/h. Para a empresa, a diferença é pequena, porém sustentável, pois há seis meses é verificada tendência crescente entre a diferença de consumo dessas regiões.

De acordo com a EPE, a alteração no consumo residencial nordestino está apoiada tanto na expansão do consumo médio por domicílios, em função do aumento da renda e dos programas sociais de transferência de recursos do Governo Federal (em especial o Bolsa Família), quanto na evolução do número de domicílios atendidos, reflexo do programa de inclusão elétrica Luz Para Todos.

O estudo, intitulado Consumo Residencial de Energia Elétrica na Região Nordeste, também aponta que pela primeira vez, a taxa de atendimento do serviço de energia elétrica nas residências do Nordeste praticamente se iguala à média brasileira. Enquanto a cobertura do fornecimento no Brasil passou de 92% para 96% entre 2003 e 2007, o crescimento observado na região foi de 86% para 95% no mesmo período.

Detalhando a maior demanda energética região, a EPE aponta que o aumento da renda no Nordeste explica o avanço do consumo médio por residência. Por outro lado, os programas sociais de transferência de renda estão entre os principais fatores que motivaram o maior consumo médio de eletricidade por consumidor.

Para ilustrar, a EPE lembra que a região recebeu mais de R$ 13 bilhões através do Programa Bolsa Família desde a criação do projeto em 2003, montante que equivale a cerca de 53% dos R$ 24,5 bilhões liberados para todo o país por este e por outros programas de inclusão social no mesmo período.

O aumento da renda e as transferências governamentais, aliados à expansão do crédito, explicam o acesso crescente da população nordestina aos eletrodomésticos. Por conseqüência, afirma a EPE, essa elevação na aquisição de aparelhos aumentou o consumo residencial de energia elétrica.

Para exemplificar este movimento, a EPE cita que a expansão na presença de refrigeradores e televisores nos lares nordestinos foi de mais de 6,5 pontos percentuais entre 2002 e 2006, contra uma média nacional de 2,5 a 3 pontos percentuais. Segundo a empresa, ambos os equipamentos respondem, em média, por cerca de 30% do consumo de energia elétrica em uma residência.

Quanto ao número de domicílios atendidos na região, a EPE identifica que o crescimento foi impulsionado, fundamentalmente, pelo Programa Luz Para Todos, que tem como meta universalizar o acesso à eletricidade em todo o país.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Nordeste é o destino de quase metade das novas ligações à rede elétrica efetuadas pelo programa desde o seu início, em 2004.

(Valor Online)

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