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Brasília, 28 - Pela terceira semana consecutiva, fracassou a tentativa do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) de leiloar o rebanho de bois piratas apreendidos no Pará. As 3.

046 cabeças, divididas em seis lotes, não tiveram nenhuma oferta de compra e o governo terá que administrar por pelo menos mais uma semana os animais, que estão na Estação Ecológica da Terra do Meio, em Altamira (PA). Nem mesmo o deságio de 60% no valor anterior foi suficiente para atrair eventuais compradores. No leilão da semana passada, o valor mínimo pedido pelo governo era de R$ 3,9 milhões. Nesta semana, o preços dos animais já era de R$ 1,445 milhão.

O remate de hoje ofereceu seis lotes. O primeiro lote era composto por 1.455 vacas, com lance inicial em R$ 809.561,85; o segundo lote, com 192 touros, está cotado em R$ 268.800; no terceiro, 909 novilhos são oferecidos por R$ 242.521,20; o quarto lote oferece 486 bezerros por R$ 119.750,40; no quinto lote, são oferecidos dois bois carreiros por R$ 1.260; e no sexto lote, dois bois murrucos por R$ 2 mil.

A falta de informações e de uma divulgação regional sobre os detalhes do leilão são apontados por especialistas como alguns dos principais fatores para os seguidos fracassos do governo. Um exemplo disso foi a própria redução do tamanho do rebanho. A assessoria de imprensa do Ibama esclareceu que a oferta de 3.500 animais na primeira tentativa de leilão tinha como base "relatos de vaqueiros". Mas a recontagem dos lotes indicou que são criados 3.146 animais na Fazenda Lourilândia, que fica na reserva. No leilão de hoje ofereceu 3.046 bovinos, já que os outros 100 animais criados na propriedade estão distantes da área de manejo e que por isso ficaram de fora do leilão. Esses animais serão leiloados posteriormente.