Washington, 25 jul (EFE).- Os pedidos de bens às fábricas dos Estados Unidos aumentaram 0,8% em junho, um aumento inesperado que reflete, principalmente, o aumento das exportações, informou hoje o Departamento de Comércio americano.

Após um aumento de 0,1% em maio, a maioria dos economistas tinha calculado que em junho haveria uma redução de 0,3%.

O aumento das exportações compensou a queda da demanda interna causada pela crise do setor imobiliário e pelas regras mais estritas para os créditos.

Excluindo os pedidos de equipamentos de transporte, que caíram 2,6% e são os mais onerosos e voláteis, as encomendas às fábricas subiram 2% em junho, o maior aumento durante o ano, após uma queda de 0,5% no mês anterior.

Os pedidos de bens de capital, sem usos militares e excluindo os aviões, que são uma medida do futuro investimento das empresas, cresceram 1,4% em junho, após uma queda de 0,1% em maio.

Os envios desses bens - um indicador usado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) - subiram 0,7% em junho, após um avanço de 0,2% no mês anterior.

O Governo divulgará em 31 de julho seu cálculo do crescimento do PIB no segundo trimestre. A maioria dos analistas acha que, nesse período, a economia dos EUA cresceu a um ritmo anual de 2% devido ao crescimento das exportações e a uma recuperação da despesa dos consumidores, graças à devolução de impostos.

No entanto, estes cálculos têm matizes. Em 15 de julho, o Departamento de Comércio indicou que as vendas no varejo em junho tinham subido apenas 0,1%, o menor aumento em quatro meses.

O relatório de hoje mostra que os pedidos de veículos subiram em 1,8% em junho, o maior aumento desde julho de 2007. EFE jab/an

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