Brasília, 12 - Grande parte dos agricultores familiares procurou o Banco do Brasil (BB), principal agente financiador da agricultura, para aderir ao processo de renegociação das dívidas rurais previsto na Lei 11.775, de 2008, antiga Medida Provisória (MP) 432.

Números do Ministério do Desenvolvimento Agrário mostram que o BB já recebeu e aceitou a adesão de 49% das 565 mil operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

De acordo com o ministério, 31% dos agricultores familiares e assentados da reforma agrária com contratos do Pronaf procuraram as agências do BB e manifestaram a intenção de prorrogar suas dívidas. Esses pedidos estão sendo analisados pelo banco. Boa parte dessa análise deve estar concluída até o dia 30 deste mês. Uma parcela menor, 20%, não manifestou interesse na renegociação. Terminou hoje o prazo para adesão aos termos da lei.

Além do BB, outras duas instituições financeiras, o Banco da Amazônia (Basa) e o Banco do Nordeste (BNB), repassam recursos do Pronaf aos agricultores. No Basa, há cerca de 64 mil operações do Pronaf. No BNB, o número é maior: 490 mil. O ministério encaminhou hoje a esses bancos pedidos para repasse de informações sobre o nível de adesão. Os dados consolidados devem ser divulgados pelo ministério na próxima semana.

Os médios e grandes produtores rurais também puderam aderir ao processo de renegociação. A expectativa do governo é a renegociação de até 2,8 milhões de contratos rurais. A dívida do setor foi estimada pelo Ministério da Agricultura em R$ 87,bilhões. As regras previstas na lei permitem a redução das taxas de juros ou ampliação dos prazos para pagamento ou descontos para quitação ou liquidação dos débitos de R$ 72,5 bilhões desse total.

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