O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, participou ontem de dois programas de TV, o Face the Nation, da CBS, e o Late Edition, da CNN, ontem para tentar tranqüilizar a população dos Estados Unidos de que os depósitos bancários de até US$ 100 mil estão protegidos. Ele assegurou que o sistema bancário do país é sadio.

No entanto, alertou para mais tempos difíceis pela frente. "Acredito que levará meses para que superemos essa fase."

Apesar do cenário pouco animador, o secretário se mostrou confiante na aprovação, dentro do Congresso, de uma série de medidas propostas pelo governo para ajudar as gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac. "O Congresso entende a importância dessas instituições”, disse otimista de que o sinal verde será dado. O presidente George W. Bush afirmou ontem que as duas empresas têm um papel central no sistema hipotecário e são fundamentais na concessão de créditos em momentos difíceis como o atual.

As medidas surgiram depois que o governo americano resolveu intervir no IndyMac, um dos maiores bancos de hipotecas dos Estados Unidos, quando correntistas retiraram mais de US$ 1,3 bilhão em apenas 11 dias. As autoridades decidiram passá-lo para a administração da Sociedade Federal de Seguro de Depósito (FIDC, na sigla em inglês). Foi o quinto banco a falir nos EUA neste ano, a exemplo do Bear Stearns. Para o secretário do Tesouro, o número de bancos com problemas vai aumentar à medida em que lutarem para enfrentar grandes perdas de hipotecas ruins. "Claro que a lista vai aumentar dado o estresse que temos no mercado e à correção no mercado imobiliário. Mas, de novo, é um sistema bancário seguro. Nossos reguladores estão no controle dele. É uma situação controlável", garantiu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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