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Paulson se recusa a utilizar sua verba para sustentar a economia

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson descartou nesta terça-feira utilizar parte da verba que lhe foi atribuída para sustentar a economia, ressaltando que seu plano de resgate do sistema financeiro não é a panacéia para as dificuldades do país.

AFP |

A lei de estabilização econômica de emergência em virtude da qual o Congresso concedeu ao Tesouro 700 bilhões de dólares "não é a panacéia para todas as nossas dificuldades econômicas", reiterou Paulson, durante uma audiência diante da comissão dos serviços financeiros da Câmara dos Representantes.

"O plano de resgate não foi concebido para ser um plano de recuperação, mas para consolidar as fundações de nossa economia estabilizando o sistema financeiro. Não se pode esperar dele que compense o impacto dos danos provocados por uma crise tão grave", declarou.

Os parlamentares democratas estão pressionando para que parte da verba do plano Paulson seja utilizada para medidas de apoio à economia, sobretudo a um setor automobilístico ameaçado de falência generalizada.

"A crise do nosso sistema financeiro já se alastrou para o resto de nossa economia. Vai demorar um pouco antes que o crédito seja reativdado e conserte nosso sistema financeiro, algo essencial para a recuperação da economia", avisou Paulson aos parlamentares.

"Isso vai demorar, mas não tanto quanto teria demorado se não tívessemos aprovado o plano de resgate para estabilizar nosso sistema", acrescentou.

Paulson confirmou seu anúncio da véspera, de que não pretende recorrer novamente à verba de 700 bilhões de dólares de que dispõe até a entrada em funções do futuro presidente Barack Obama, em 20 de janeiro.

"Fizemos o que era necessário, ao ajustar nossa estratégia para responder com a maior eficiência possível à urgência da crise e a preservar flexibilidade para o presidente eleito e o futuro secretário do Tesouro", afirmou Paulson.

Na véspera, ele dissera ao Wall Street Journal que seu objetivo era "preservar o poder de fogo e a flexibilidade que temos agora" para "a equipe que nos sucederá".

O Tesouro já utilizou 290 dos 700 bilhões de dólares liberados pelo Congresso no início de outubro: 250 bilhões foram destinados aos bancos, e outros 40 foram emprestados à seguradora AIG.

Paulson, que desistiu em 12 de novembro do principal elemento de seu plano de resgate financeiro (um mecanismo de recompra dos créditos poderes dos bancos acumulados durante a última crise imobiliária), reiterou aos parlamentares que considera mais simples e mais eficiente que o Estado tome diretamente participações em estabelecimentos bancários sãos.

Dos 250 bilhões concedidos a este "programa de compra de capitais", o Tesouro já pagou 148 bilhões a cerca de trinta bancos, e os pagamentos devem continuar.

O presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, afirmou diante da mesma comissão que os esforços das autoridades estavam começando a dar resultados.

O plano de resgate dos bancos e as medidas tomadas pelo Fed para lhes garantir a liquidez necessária "parecem estar estabilizando a situação e aumentando a confiança dos investidores nas companhias financeiras", declarou.

"Há sinais de melhoria dos mercados do crédito, mesmo se de um modo geral, as condições do crédito estão longe de ser normais", acrescentou Bernanke, pedindo mais uma vez aos bancos que já receberam a ajuda do Estado que voltem a emprestar.

mj/yw

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