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Paulson oferece apoio a firmas hipotecárias com problemas

Washington, 11 jul (EFE) - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, lançou hoje uma mensagem de calma aos mercados, ao afirmar que o Governo quer que os gigantes hipotecários Freddie Mac e Fannie Mae sigam em frente com seu trabalho.

EFE |

"Nosso objetivo é respaldar Fannie Mae e Freddie Mac em seu estado atual enquanto realizam sua grande missão", disse Paulson em comunicado.

A mensagem foi interpretada como um sinal de que o Governo quer que as duas firmas, que foram criadas a pedido do Congresso e cotam em bolsa, sobrevivam como companhias de apoio estadual.

A saúde financeira das duas agências semi-estatais, que perderam hoje quase 50% nas primeiras horas de negociação de Wall Street, centra as preocupações dos responsáveis econômicos dos EUA, pelo grande papel que desempenham no setor hipotecário do país.

As duas empresas têm em seu poder ou garantiram hipotecas no valor de US$ 5 trilhões e teme-se que, se ocorrer um colapso nas operações, seja gerado um caos no sistema financeiro do país e na economia em seu conjunto.

A Fannie Mae, criada em 1938 como parte do New Deal que tirou os EUA da Grande Depressão, e a Freddie Mac compram hipotecas dos bancos e de outras pessoas que fazem empréstimos privados e as combinam em pacotes de investimento, o que aumenta a liquidez do mercado hipotecário.

Os problemas das duas firmas aumentaram o temor de que o Governo seja forçado a resgatar as companhias.

Diferentes analistas indicam que as companhias serão obrigadas a arrecadar mais capital mediante a emissão de ações adicionais.

No fechamento de quinta-feira, as ações de ambas as companhias tinham perdido mais de 80% neste ano.

O jornal "The New York Times" afirma hoje que o Governo cogita assumir o controle de uma ou ambas as companhias, o que deixaria as ações cotadas em bolsa sem valor e forçaria os contribuintes a financiar as perdas pelas hipotecas que as empresas possuem ou garantiram.

Os analistas parecem coincidir hoje em que o Governo não permitirá que as companhias vão à falência.

O "New York Times" indica que se os gigantes hipotecários fossem incapazes de arrecadar dinheiro, o mercado americano do setor se congelaria e o colapso poderia ter um forte impacto nas economias de todo o mundo.

Mesmo assim, o jornal "The Wall Street Journal" diz que a intervenção estatal seria "uma situação extrema" e destaca que há outras opções para ajudar os investidores a recuperar a confiança perdida nas companhias.

A publicação informa que o Governo poderia indicar de forma explícita que respalda as companhias, o que fez Paulson esta manhã.

O "New York Times" menciona que, se o Governo garantir os US$ 5 trilhões da dívida garantida ou em propriedade das firmas hipotecárias, o montante da dívida pública dobraria. EFE tb/db

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