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Paulson e Bernanke explicarão uso do socorro financeiro no congresso

Washington, 18 nov (EFE).- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, e o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, explicarão hoje ao Congresso de que forma têm usado as centenas de bilhões de dólares do plano de resgate financeiro oferecido pelo Governo.

EFE |

Os membros da Comissão de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes interrogarão Paulson e Bernanke, já que mais de um mês e meio após a aprovação do programa de ajuda de US$ 700 bilhões, os dois já modificaram várias vezes o plano apresentado aos parlamentares.

Do outro lado do Capitólio, os executivos-chefes da General Motors, Richard Wagoner; da Ford, Alan Mulally; da Chrysler, Robert Nardelli; e o presidente do sindicato dos trabalhadores do setor automotivo (UAW, em inglês), Ron Gettelfinger, explicarão à Comissão de Bancos do Senado a urgência de um socorro a essa indústria.

Na sessão da Comissão da Câmara, que começa às 13h (horário de Brasília), também falarão o presidente da Associação de Banqueiros Americanos (ABA, em inglês), Edward Yingling, e outros analistas do setor financeiro.

O Departamento do Tesouro fixou ontem prazo até 8 de dezembro para que os bancos privados que queiram ajuda do Governo façam solicitações e esclareceu que não exigirá ações preferenciais de instituições pequenas que são bancos de desenvolvimento comunitário.

Paulson, que originalmente disse ao Congresso que usaria o dinheiro para adquirir hipotecas de alto risco para aliviar o mal-estar dos bancos, na metade de outubro mudou de rumo e disse que o Governo usaria US$ 250 bilhões na compra de ações dos bancos.

Até agora, o Governo já usou mais de US$ 200 bilhões - a metade para compra de ações em nove dos maiores bancos dos EUA -, mas as instituições usaram a generosidade dos contribuintes para pagar dividendos, remunerar seus executivos e comprar outros bancos, ao invés de facilitar o crédito ao público.

Esta semana, o Governo designou o auditor - exigido pelo Congresso no início de outubro - que supervisionará a distribuição dos fundos e informará aos parlamentares sobre o uso da primeira metade do socorro a fim de entregar ao Governo a segunda parcela.

Na semana passada, Paulson voltou a modificar o programa de auxílio e disse que o Governo começará a injetar capital nos bancos em troca de uma nacionalização parcial e que buscará estímulo à disponibilidade de empréstimos para o consumo, para estudantes e nos cartões de crédito.

Enquanto isso, a presidente da Câmara de Representantes (Deputados), Nancy Pelosi, designou o presidente da Comissão de Serviços Financeiros, Barney Frank, para preparar a minuta da ajuda a Chrysler, Ford e General Motors.

As três montadoras, que meses atrás receberam do Congresso uma linha de crédito de US$ 25 bilhões para modificarem seus produtos e os tornarem mais competitivos, querem agora mais US$ 25 bilhões para empréstimos de urgência.

A presidente da Corporação Federal de Seguros de Depósitos (FDIC, em inglês), Sheila Bair, que também dará seu depoimento na sessão, propôs o uso de US$ 24 bilhões do socorro de US$ 700 bilhões para ajudar muitos compradores de casas a evitarem a execução hipotecária. EFE jab/wr/jp

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