O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, afirmou ontem que vários países poderão adotar pacotes de emergência ao sistema financeiro semelhantes ao plano de US$ 700 bilhões anunciado pelo governo dos Estados Unidos no sábado (dia 20). Estamos conversando ativamente com outros países ao redor do mundo e os encorajando a adotar medidas semelhantes, o que eu acho que eles farão¿, disse Paulson, em entrevista na TV.

"Odeio ter de fazer isso, mas é melhor do que a alternativa. Este é um momento que traz muita humildade para os EUA."

Segundo ele, diferentemente da idéia original, o pacote vale para todos os bancos com operações significativas nos EUA. "Para os americanos, se uma instituição que faz negócios aqui está asfixiada e não pode desempenhar seu papel, não há preocupação em saber se é (uma companhia) americana ou pertencente a estrangeiros." Grandes bancos internacionais, como o suíço UBS e o alemão Deutsche Bank, fizeram intenso lobby no fim de semana para serem incluídos no plano de resgate. As declarações de Paulson sobre operações semelhantes em outros países indicam que os EUA não querem arcar sozinhos com a conta da crise.

O Congresso deve votar ainda esta semana o plano, que pede liberdade irrestrita ao Tesouro para comprar dos bancos títulos lastreados em hipotecas e outros papéis desvalorizados e pouco líquidos. Segundo Paulson, essa é a única maneira de lidar com a paralisação dos mercados de crédito. "É importante que todos compreendam a seriedade da situação e enviemos um sinal claro ao mercado de que este plano vai avançar rapidamente", disse Tony Fratto, porta-voz da Casa Branca.

Porém, os democratas exigem que o pacote inclua a recompra de hipotecas inadimplentes e refinanciamento para os mutuários - nos moldes do Home Owners' Loan Corporation, agência criada durante a Grande Depressão dos anos 30 para refinanciar hipotecas e evitar execuções. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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