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Paulson diz que mais bancos querem dinheiro público

Washington, 16 out (EFE).- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, disse hoje que mais bancos estão interessados em ter o Governo entre seus acionistas, além dos nove que já receberam capital público, Inicialmente convencemos nove bancos de participar do programa e vamos ampliá-lo.

EFE |

Recebemos amostras de interesse de um bom número de outros", disse Paulson em uma entrevista ao canal "Fox Business".

O Governo anunciou esta semana que destinará US$ 250 bilhões à compra de ações dos bancos, com objetivo de injetar capital no sistema financeiro.

Paulson esclareceu em outra entrevista, à emissora de TV "Bloomberg" que "por enquanto" essas aquisições se limitarão a "instituições financeiras reguladas", não havendo compras de ações de fundos de investimento de risco ("hedge funds").

O Governo usará parte do fundo de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso há duas semanas para realizar essas operações.

Inicialmente, o propósito central desse programa era a aquisição de dívida de má qualidade dos bancos.

Paulson explicou que em seu lugar decidiu passar rapidamente à compra de ações, porque à medida que a crise se desenvolvia, viram que o problema era mais grave do que haviam imaginado.

O secretário indicou que o Tesouro não abandonou seu plano para adquirir títulos hipotecários "tóxicos" e que levará a cabo os leilões previstos.

Ele explicou que ambos os passos têm como objetivo "aumentar a confiança nos bancos e estimular o setor privado a colocar dinheiro neles".

"Os bancos saudáveis têm que ter capital e usá-lo, para criar empregos e ajudar as pequenas empresas", afirmou o secretário, até 2006 o maior executivo do banco de investimento Goldman Sachs.

Na entrevista à "Fox Business", Paulson disse "não estar orgulhoso dos erros cometidos por diferentes atores no sistema regulador e na disciplina de mercado".

Por sua parte, a porta-voz presidencial, Dana Perino, afirmou hoje em entrevista coletiva que "vai demorar um pouco" a começar o programa de resgate financeiro de US$ 700 bilhões.

Enquanto, os democratas no Congresso propuseram um novo plano de estímulo fiscal de US$ 300 bilhões para tirar a economia de seu marasmo com investimentos em infra-estrutura e transferências aos estados.

Perino expressou o ceticismo da Casa Branca a essas propostas.

"Os projetos de infra-estrutura em si mesmos não estimulam a economia", explicou.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fará mais um discurso amanhã sobre a economia perante a Câmara de Comércio, em outra tentativa de acalmar os americanos e os mercados. EFE cma/jp

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