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Paulson diz que emergentes não estão imunes à crise

WASHINGTON - O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, aconselhou hoje os Governos dos países emergentes a tomarem medidas contra a crise financeira porque não estão imunes a seus efeitos.

EFE |

Paulson reconheceu, em discurso perante o Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, em inglês), o principal órgão diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), que as nações em desenvolvimento melhoraram suas bases econômicas.

No entanto, advertiu que "os mercados emergentes não estão imunes às tensões financeiras globais" e seus Governos deveriam tomar medidas para reforçar sua proteção econômica e garantir a saúde do sistema financeiro.

Em seu discurso, Paulson admitiu a gravidade dos problemas enfrentados em todo mundo.

"Os riscos que ameaçam o meio econômico global são os mais graves e difíceis da história recente", disse.

O secretário do Tesouro assinalou que a recente intensificação da turbulência financeira causou uma "reação em cadeia" e fez com que empresas não vinculadas ao setor bancário tivessem dificuldades para financiar suas operações normais.

"Estes eventos extraordinários requerem uma resposta global e autoridades financeiras de todo o mundo colaboram, com ações individuais e coletivas, quando é necessário, para responder aos desafios", disse Paulson, que em nenhum momento usou a palavra "crise" em seu discurso.

Paulson também pediu ao FMI que vigie com atenção especial os desequilíbrios nas taxas de câmbio.

O secretário do Tesouro pediu ao FMI que facilite o diálogo multilateral "para manter um sistema financeiro internacional aberto e estável".

 

 

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