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Paulson desiste de comprar ativos podres e define novo foco de plano

SÃO PAULO - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, abandonou hoje de vez a estratégia de usar parte dos US$ 700 bilhões liberados pelo congresso norte-americano para comprar ativos podres dos balanços dos bancos e outras instituições financeiras. Segundo Paulson, o governo dos EUA vai se concentrar em três frentes daqui por diante: seguir fornecendo capital para bancos e outras instituições ligadas ao sistema financeiro; apoiar o mercado de securitização de crédito ao consumo; e incentivar a renegociação de hipotecas para diminuir as ações de despejo.

Valor Online |

Ele argumentou que, durante as duas semanas que o congresso levou para aprovar o pacote inicial proposto pelo Tesouro, as condições econômicas se agravaram, fazendo-o mudar de idéia sobre qual seria a maneira mais efetiva e rápida para ajudar o sistema. A partir daí, ele priorizou a injeção direta de capital nas instituições por meio de compra de ações preferenciais, estratégia que havia sido implementada primeiramente pelo Reino Unido e depois foi seguida por outros países europeus.

Nas operações de aporte de capital, o Tesouro dos EUA já disponibilizou US$ 125 bilhões para oito grandes bancos por meio da compra de ações preferenciais e está em processo de liberação de outros US$ 125 bilhões para bancos menores. "Ainda que o sistema financeiro tenha se estabilizado, tanto bancos como 'não-bancos' podem precisar de mais capital, diante dos ativos que eles carregam, das projeções de taxas mais altas de inadimplência em hipotecas e da estagnação da economia norte-americana e mundial", afirmou.

No seu discurso de hoje, Paulson disse também que quer desenvolver mecanismos, em conjunto com o Federal Reserve, para disponibilizar linhas para o mercado de securitização de recebíveis ligados a cartões de crédito, crédito estudantil e financiamento de veículos. De acordo com ele, aproximadamente 40% do crédito ao consumo nos EUA é fornecido por meio desses instrumentos. Esse mercado, classificado por Paulson como vital, está paralisado, disse ele.

O secretário do Tesouro defendeu ainda o modelo de renegociação de hipotecas implementado por Sheila Bair, presidente Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), com os mutuários do banco californiano IndyMac. A estratégia possibilitou a redução de 23% no valor da parcela média paga mensalmente pelas famílias, ou US$ 380.

Neste ponto, no entanto, Paulson ressaltou que é preciso avaliar como poderá ser feita a atuação do governo dos EUA, já que trata-se de gasto efetivo de recursos dos contribuintes. O mesmo não se aplica às compras de ações dos bancos, já que se espera que o dinheiro será recuperado no futuro.

(Valor Online)

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