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Paulson defende fim de gigantes imobiliários Fannie Mae e Freddie Mac

Washington, 7 jan (EFE).- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, recomendou hoje o fechamento dos gigantes imobiliários Fannie Mae e Freddie Mac, que receberam intervenção do Governo, e sua substituição por uma ou mais entidades privadas com garantias públicas.

EFE |

As duas empresas possuem ou aprovam a metade das hipotecas dos Estados Unidos, o que significa que seu futuro status determinará que tipo de mercado imobiliário existirá no país assim que sua situação econômica se normalize.

Em discurso no Clube Econômico de Washington, possivelmente o último antes da mudança de Governo, em 20 de janeiro, Paulson defendeu o fim da Fannie Mae e da Freddie Mac, e sua substituição "por uma ou duas entidades privadas" que sejam reguladas muito estreitamente, como as companhias de serviços públicos.

Essa(s) entidade(s) compraria(m) hipotecas, o que facilitaria o crédito e a aquisição de casas por parte dos americanos, mas não poderia(m) manter bolsas de investimento, explicou Paulson.

O Governo aprovaria essas hipotecas e uma comissão determinaria as taxas de rendimento recebida pela(s) entidade(s) no negócio, do mesmo modo que as autoridades fixam as taxas nos monopólios elétricos, por exemplo.

Fannie Mae e Freddie Mac estão nas mãos públicas desde setembro, quando o Governo interveio para evitar seu colapso pelas perdas sofridas com o afundamento do setor imobiliário.

As duas empresas, criadas pelo Congresso, tinham acionistas que lucravam com seus negócios, mas ao mesmo tempo os mercados assumiam que se algo acontecesse, o Governo as ajudaria.

Essa garantia lhes permitiu crescer de maneira "descomunal", fazendo com que atualmente sua dívida de US$ 5,4 trilhões seja equivalente a quase 40% do Produto Interno Bruto (PIB) americano, segundo Paulson.

A percepção de um mercado de garantia implícita se tornou real quando a crise imobiliária as atingiu e o Departamento do Tesouro percebeu que deixá-las afundar criaria um pânico financeiro.

Paulson assinalou que voltar ao modelo antigo para essas duas companhias "não é uma opção".

Se a Fannie Mae e a Freddie Mac forem mantidas, sua recomendação é de que as autoridades as nacionalizem de forma permanente ou retirem totalmente seu apoio.

"Qualquer meio termo é uma receita para outra crise", alertou o titular do Tesouro, que considerou que a nacionalização "não é um modelo ótimo", pois afogaria a inovação e a avaliação privada do risco.

No entanto, em sua opinião, as duas empresas não cumpririam sua missão se fossem privatizadas totalmente, sem nenhum tipo de apoio público, e por isso sua recomendação é de que devem ser substituídas por uma ou mais entidades privadas com esse tipo de respaldo.

No curto prazo, o Governo pode aproveitar seu controle da Fannie Mae e da Freddie Mac para reduzir os juros a 4% com grandes compras de hipotecas, financiadas com bônus do Tesouro, afirmou Paulson.

Tanto o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) como o Tesouro adotaram medidas para reduzir as taxas hipotecárias nos últimos meses, em uma tentativa de insuflar oxigênio no setor da moradia.

As duas companhias dominam atualmente o mercado, diante do desmoronamento do crédito privado. No segundo trimestre de 2008, Fannie Mae e Freddie Mac emitiram 84% das novas hipotecas nos Estados Unidos, apontou Paulson. EFE cma/mh

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