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O executivo Paulo Zottolo está deixando a Philips. A companhia anunciou ontem que o presidente da subsidiária da América Latina continua na companhia até 31 de outubro, quando parte para seguir outros caminhos.

" A partir de novembro, o comando da empresa será ocupado temporariamente por Robert van de Riet, executivo com 40 anos de casa que hoje ocupa o posto de vice-presidente sênior da divisão de produtos de consumo.

No comando da Philips desde abril de 2007, Zottolo prefere não falar sobre seus novos planos. "No início de novembro eu conto qual será meu novo projeto. No momento, não posso falar sobre ele. Estou contente com minha saída da Philips", disse Zottolo ao Estado. "Foram dois anos e meio muito bons. Saio num momento em que a empresa apresenta ótimos resultados. Não posso falar sobre mais nada."

Nos meses em que passou à frente da Philips, Zottolo conseguiu aumentar o faturamento da região da América Latina - enquanto as vendas caíam em outras partes do mundo. No primeiro semestre deste ano, o faturamento da subsidiária foi de 777 milhões, 11,5% maior em comparação ao mesmo período de 2007 - só no Brasil, o faturamento no período cresceu 25%.

Na sua gestão, porém, enfrentou a perda de participação de mercado da Philips na área de televisores LCD para as coreanas LG e Samsung. Nesse segmento, a Philips caiu de 27% do mercado para 14%. O executivo também acumulou polêmicas nesse período. A de maior repercussão foi quando declarou, em entrevista ao jornal Valor Econômico, que, se o Piauí deixasse de existir, ninguém ficaria chateado.

A frase teve um grande reflexo negativo para a empresa, a ponto de uma grande rede varejista do Piauí, o Armazém Paraíba, suspender a venda de produtos da Philips. "Essa declaração repercutiu pessimamente tanto aqui dentro quanto na matriz da Philips na Holanda. A companhia tem um perfil discreto, e ele bateu de frente com isso", conta um ex-executivo da empresa, que não quis se identificar.

"Ele apareceu mais do que devia, era uma pessoa de marketing, difícil de administrar. Os funcionários devem estar comemorando sua saída." O antecessor de Zottolo, Marcos Magalhães - que ficou na empresa por 36 anos -, tinha um estilo mais discreto. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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