Tamanho do texto

SÃO PAULO - A inflação continua sendo motivo de preocupação, mas não há razão para alarido, ontem o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Ele defendeu que, mesmo a contragosto de membros do próprio governo, não será possível evitar o corte dos gastos públicos e o aumento de 0,5 ponto percentual no superávit primário, além do tradicional instrumento da elevação da taxa de juros, como medida de controle da inflação.

É doloroso, mas temos que fazer, defendeu.

O ministro disse que, mesmo com medidas para conter a inflação, não se pode reduzir de forma muito drástica o acesso ao crédito. As pessoas que têm acesso ao crédito estão investindo ou consumindo, e isso beneficia o setor produtivo, afirmou.

Paulo Bernardo disse que a previsão de crescimento de 5% para a economia este ano deve se concretizar. Embora admita que a economia deve arrefecer no próximo ano, ele considerou precipitadas algumas projeções de analistas para o recuo entre 3% e 3,5%.

(Agência Brasil)