Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Paulo Bernardo contradiz Miguel Jorge e nega que haja plano anti-crise

SÃO PAULO - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo negou há pouco que o governo esteja estudando um pacote de medidas para evitar o contágio da crise externa na economia brasileira. Ainda assim, o ministro não descartou totalmente a hipótese, caso seja preciso.

Valor Online |

"Nós não somos irresponsáveis para não tomar medidas se elas forem necessárias", disse.

O ministro respondeu a questionamentos que surgiram no início da tarde, quando o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, disse que a equipe da pasta de Desenvolvimento, juntamente como o ministério da Fazenda e o Banco Central, estão avaliando medidas que poderão ser levadas até quinta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao chegar para a reunião do Conselho Monetário Nacional, Bernardo disse que o governo acompanha a evolução da crise "com atenção e preocupação", mas rechaçou pelo menos três vezes a idéia de que esteja em andamento o preparo de um pacote anti-crise.

Segundo ele, por enquanto as dificuldades maiores estão centradas nos Estados Unidos. "Estamos acompanhando, mas não temos nenhum motivo ainda para sair de maneira açodada", disse, sobre essa possibilidade.

Já o ministro Miguel Jorge afirmou mais cedo que o próprio presidente Lula encomendou estudo de medidas ontem de manhã, quando estava em reunião com ele, Guido Mantega, ministro da Fazenda, e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para avaliação da crise externa e seus possíveis efeitos no país
"Como a crise é muito diferente de outras que já ocorreram, as medidas terão que ser criativas", disse Miguel Jorge, mencionando a possibilidade de aumento de crédito para o comércio exterior como exemplo.

Hoje o presidente do Banco Central esteve em São Paulo no início da tarde e, embora não tenha feito comentários específicos nesse sentido, ressaltou que o BC "está pronto para tomar medidas necessárias", mas sem precipitação. "Medidas precipitadas, tomadas no calor dos acontecimentos tendem a se mostrar equivocadas", disse Meirelles.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG