calúnias - Home - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Paulinho da Força acha que convenceu deputados de que denúncias contra ele são calúnias

BRASÍLIA - O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, deixou a reunião de hoje do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar certo de que convenceu os deputados que as denúncias de que ele teria participado de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) são calúnias contra ele.

Valor Online |

O desvio de recursos foi desbaratado pela Operação Santa Tereza, da Polícia Federal (PF). Paulinho foi acusado de participar do esquema de desvio de recursos do banco por meio da Organização Não-Governamental (ONG) Meu Guri, ligada à Força Sindical, movimento sindical do qual ele e sua mulher fazem parte.

Tive a oportunidade, nesses dois dias, de esclarecer a meus pares, aqui na Câmara, todas as calúnias e as difamações que vêm sendo feitas a mim. Acho que ficou claro que [as denúncias] são calúnias e acho que convenci meus pares aqui no Conselho de Ética , afirmou Paulinho.

O relator do processo no conselho, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), não concordou que os deputados tenham saído da reunião do conselho convencidos, pois ainda há muitas dúvidas a esclarecer. As dúvidas persistem. Há mais de 15 testemunhas para serem ouvidas e todas as dúvidas sobre a doação do apartamento, sobre a relação com as ONGS , disse.

Paulo Piau também afirmou que a questão da doação do apartamento, feita por João Pedro Moura, apontado como assessor de Paulinho, nas investigações da Polícia Federal, é no, mínimo, estranha .

Vamos trazer aqui a presidente da Meu Guri, o João Pedro Moura, o doador, e eles terão que prestar os esclarecimentos. Talvez não pudemos apertar tanto o deputado Paulo Pereira porque ele não é a peça central nessa transação , disse.

O advogado de Paulinho, Leônidas Schonz, explicou que a transação relativa ao apartamento foi uma doação à ONG Meu Guri. Por meio de uma procuração dada à mulher de Paulinho e presidente da ONG, Elza Pereira, o valor com a venda do imóvel deveria ser todo revertida à Meu Guri.

Nessa procuração há explícita referência de que o valor da venda do imóvel seria revertida aos cofres da ONG Meu Guri. O apartamento não foi vendido, e se fosse, teria auferido financeiramente um resultado superior a R$ 80 mil , explicou o advogado.

Como o apartamento não foi vendido, e se acumularam taxas de condomínio e IPTU, entre outras, João Pedro Moura depositou R$ 37 milhões para a ONG. O que houve foi uma substituição da venda do imóvel, que não ocorreu, por um depósito em dinheiro , disse o advogado de Paulinho.

Os deputados também decidiram realizar uma sessão secreta para ouvir o delegado federal Rodrigo Levin, que coordena as atividades da Operação Santa Tereza da Polícia Federal, e o diretor do Departamento de Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados (Depol), Claudionor Rocha.

A sessão servirá para que o delegado possa esclarecer dúvidas referentes ao envolvimento do deputado Paulinho da Força (PDT-SP) em fraudes no BNDES.

(Agência Brasil)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG