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Paul Krugman considera que problemas no setor financeiro são mais graves que inflação nos EUA

SÃO PAULO - Durante palestra realizada hoje em São Paulo, o economista americano Paul Krugman disse não considerar a inflação como um problema grave para a economia dos Estados Unidos. Por este motivo, na sua avaliação, não haveria necessidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevar a taxa básica de juros daquele país, hoje em 2% ao ano.

Valor Online |

Temos muitas pendências na área imobiliária, problemas financeiros; e acho que a política monetária não terá efeito para estimular a economia, afirmou o economista. Krugman diz, entretanto, que boa parte dos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) não compartilha dessa visão, e que o juro deverá subir durante as próximas reuniões da autoridade monetária.

Nos 12 meses encerrados em junho, o Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês) teve alta de 4,9%, a maior para o período desde maio de 1991. Somente no mês de junho, a inflação avançou 1,1%. O preço do petróleo é considerado o principal vilão da inflação americana.

Apesar da crise, o economista disse não acreditar que a economia dos Estados Unidos irá entrar em colapso. Existe uma possibilidade de 10% (de colapso). Acho alta, mas creio que não irá acontecer, opinou Krugman, que participou do fórum CPFL Energia - Crise Financeira Internacional e Crescimento da Economia Brasileira, organizado pelo Valor Econômico, em São Paulo.

Na avaliação do economista americano, a inflação preocupa mais na Europa e, principalmente, nos países emergentes, onde a alta nos preços dos alimentos pesa mais no orçamento das famílias. Ele acredita que por este motivo, países como a China, por exemplo, terão que reduzir o ritmo de crescimento de suas economias.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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