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Patronal boliviana propõe venda de gás ao Chile

La Paz, 9 jan (EFE).- A Câmara Nacional de Comércio (CNC), que reúne os importadores da Bolívia, propôs hoje a venda de gás ao Chile, por causa da redução da demanda do combustível nos mercados de Brasil e Argentina.

EFE |

O presidente dessa instituição, Guillermo Morales, afirmou que a baixa causará "sérios problemas" à Bolívia na diminuição da receita e que não poderá cumprir com seus planos de despesa e investimento.

A demanda do Brasil caiu em uma semana de 31 para 19 milhões de metros cúbicos diários, enquanto a da Argentina se mantém em cerca de dois milhões de metros cúbicos quando em seu melhor momento exigia seis milhões.

O presidente da Câmara recomendou ao Executivo explorar outros mercados como o do Chile porque, segundo sua opinião, quando a Argentina tem excedente do gás se vê obrigada a exportá-lo ao mesmo país.

"Consideramos oportuno que o Governo analise a possibilidade de exportar gás diretamente ao Chile, já que de todo modo nosso gás vai para lá por intermédio da Argentina. Mas sim com maior preço de venda", disse Morales.

Ambos os Governos exploraram oficialmente a possibilidade de uma venda de eletricidade boliviana ao Chile, em lugar do gás natural, à vista dos problemas que este negócio pode ocasionar porque em certos setores há uma rejeição para que se concretize.

Em 2003, vários protestos sociais terminaram com a possibilidade de um negócio de exportação de gás para os Estados Unidos através de portos do Chile e em 2004 um referendo condicionou a venda de gás ao mercado chileno a uma solução da demanda marítima boliviana.

A Bolívia reivindica ao Chile a restituição de uma saída ao oceano Pacífico perdida em uma guerra no século XIX, um tema que faz parte de uma agenda de discussões bilaterais.

A Câmara de Comércio também se mostrou a favor de estabelecer com o Chile uma aliança "estratégica, com tendência a um investimento energético para a região" com a industrialização do gás natural.

Segundo a fonte, o Chile investe cerca de US$ 35 bilhões em diferentes projetos e em países da região. EFE lav/ma

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