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Patronal boliviana fará campanha contra Constituição de Morales

La Paz, 1 out (EFE) - A Confederação de Empresários Privados da Bolívia (CEPB) anunciou hoje que fará uma campanha indireta contra a nova Constituição promovida pelo Governo de Evo Morales, visando ao futuro referendo constitucional.

EFE |

O presidente da CEPB, Gabriel Dabdoub, disse em entrevista coletiva a veículos de comunicação internacionais que a campanha incidirá nos aspectos políticos e econômicos do projeto constitucional, de 411 artigos, que o setor privado rejeita.

O dirigente empresarial explicou que a campanha será "indireta", porque não pedirá explicitamente o "não" ao texto constitucional, mas se centrará em rebater vários conteúdos do projeto com os quais a CEPB está em desacordo.

O diálogo entre o Governo Morales, a oposição dos governadores regionais autonomistas e os parlamentares de outros partidos para conseguir que o Congresso convoque o referendo constitucional, que incluirá duas consultas, foi rompido hoje.

Uma das perguntas deve decidir a superfície - cinco ou dez mil hectares - pela qual um latifúndio poderá ser desapropriado pelo Governo e a outra se referirá ao texto constitucional em seu conjunto.

Em troca, o presidente ofereceu aos opositores "corrigir" o texto da nova Constituição sobre as autonomias, mas os governadores pedem mudanças mais profundas e em outras áreas.

Por exemplo, os empresários da CEPB pedem para revisar aspectos como as limitações aos investimentos estrangeiros e às "heranças coletivas" sobre terras, entre os quase 50 aspectos polêmicos que detectaram no projeto.

Dabdoub disse que a organização finaliza um relatório sobre a lista de artigos do texto constitucional que afetam os direitos cidadãos e contra os quais a campanha será feita.

Ele destacou que o setor privado terá uma participação "ativa" no debate constitucional e defenderá uma "visão nacional" e de unidade no país.

O presidente da CEPB, um próspero empresário da região de Santa Cruz, reconheceu que é perfilado como fazendo parte do grupo de opositores a Morales, mas que fará, em todo caso, uma "oposição construtiva, não destrutiva". EFE ja/db

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