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Passada a euforia, investidores realizam lucros na Bovespa

SÃO PAULO - O respiro trazido com o plano de socorro à Europa teve curto prazo. Depois de se valorizar em mais de 4% na abertura da semana, o Ibovespa voltou para o campo negativo, com os investidores já aproveitando para realizar lucros.

Valor Online |

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oscilou entre 64.424 e 65.732 pontos e fechou a jornada desta terça-feira em baixa de 1,57%, aos 64.424 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 6,081 bilhões. Nos Estados Unidos, os índices também operaram com volatilidade e encerraram o pregão sem direção definida. O Dow Jones teve queda de 0,34%, aos 10.748,26 pontos, enquanto o Nasdaq teve leve valorização de 0,03%, para 2.375,31 pontos, e o S & P 500 perdeu 0,34%, aos 1.155,79 pontos. O assessor da Hera Investimentos, Fernando Campelo, aponta que o dia foi de realização de lucros e que a instabilidade deve continuar a prevalecer nos mercados no curto prazo. "A baixa de hoje é uma correção técnica em cima da euforia de ontem e mostra também como o mercado começou a assimilar os detalhes do pacote da União Europeia, quais os sacrifícios que terão de ser feitos e se poderão ser cumpridos a tempo", comentou Campelo. "Pode se tentar estancar a ferida, mas ela ainda está lá. Por enquanto, o mercado deve continuar volátil, por conta das incertezas sobre o crescimento europeu, que não é uma questão de curto prazo, já que a injeção de recursos só surte efeito sobre a economia real meses depois." O analista de renda variável do Daycoval Asset, Guilherme Mazzilli, também avalia que os investidores aproveitaram o dia para embolsar lucros, mas seguem atentos às novas notícias sobre o plano de ajuda europeu. "É preciso ver como o pacote será colocado em prática, sua parte operacional, e qual o tamanho do desembolso necessário. Ainda há desdobramentos sobre a questão, o que gera insegurança no mercado", ressaltou Mazzilli. O próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) observou hoje que uma recuperação econômica fraca e desigual está em curso na Europa. Em seu documento Perspectiva Econômica Regional: Europa, a instituição indicou que as políticas macroeconômicas ainda dão apoio a medidas de estímulo que estão em vigor para lidar com a crise da dívida soberana. As prioridades, segundo o organismo, são a consolidação fiscal no médio prazo e, na área financeira, uma mudança de apoio sistêmico para intervenções em instituições financeiras. Para o FMI, a debilidade estrutural também é uma questão que deve ser lidada, incluindo uma reforma na regulação e supervisão do setor financeiro, entre outros pontos. O organismo alertou ainda que a dívida de governos europeus alcançou níveis perigosos e que é preciso uma ação vigorosa para reduzi-la. Também no médio prazo, os orçamentos nacionais devem voltar ao equilíbrio, acrescentou. Do outro lado do mundo, a China mostrou dados da atividade econômica que deixaram o mercado em alerta em relação a novas medidas de aperto pelo país. O índice de preços ao consumidor chinês teve acréscimo de 2,8% em abril, no comparativo com um ano antes. Já a produção industrial chinesa expandiu-se 17,8% em abril, perante igual mês de 2009. A taxa ficou 0,3 ponto percentual abaixo daquela apurada em março. No ambiente doméstico, as blue chips encerraram a jornada na mesma direção do Ibovespa. Os papéis PN da Petrobras, que giraram R$ 518,8 milhões, recuaram 1,75%, a R$ 29,62, e as ações PNA da Vale perderam 1,66%, a R$ 44,4, com volume negociado de R$ 659,6 milhões. O destaque negativo, entretanto, partiu dos papéis ON da OGX Petróleo, que despencaram 7,96%, a R$ 15,83, com o maior giro do dia, no valor de R$ 679,6 milhões. Hoje liderando as baixas do Ibovespa, as ações haviam sido o destaque positivo de ontem, quando dispararam 12%. A empresa divulga seu balanço do primeiro trimestre amanhã. Também pertencente ao grupo EBX, os papéis ON da LLX Logística ainda recuaram 6,62%, para R$ 7,61. Já as ações ON da BM & FBovespa caíram 5,72%, a R$ 10,7. No sentido oposto, destaque positivo para Tim Participações. Enquanto os papéis ON subiram 8,05%, a R$ 6,57, as ações PN avançaram 5,26%, a R$ 4,8. Ainda no setor de telecomunicações, os papéis PN da Vivo tiveram ganhos de 5,05%, a R$ 47,80. A espanhola Telefónica fez uma oferta de 5,7 bilhões de euros em dinheiro para adquirir a parte da Portugal Telecom na operadora de telefonia móvel brasileira Vivo, mas o Conselho de Administração da companhia portuguesa rejeitou a oferta por unanimidade. A oferta, entretanto, foi encaminhada no dia 6 de maio e vale até 6 de junho. Na avaliação do analista da Itaú Corretora, Carlos Constantini, embora a oferta já tenha sido rejeitada, a notícia é positiva para a Vivo, "na medida que mostra tanto o interesse da Telefónica e a disposição de pagar um valor bastante alto, quanto o interesse de um dos controladores (a PT) em manter a posição e não vender, mesmo que por esse preço". Também no azul, as units da ALL e as ações PNA do Pão de Açúcar subiram 1,95% e 0,75%, respectivamente cotadas a R$ 15,09 e a R$ 60,45. Os investidores reagiram aos balanços trimestrais divulgados pelas empresas. (Beatriz Cutait | Valor)

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