Como parte de seu plano estratégico de expansão, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) integrou o consórcio que arrematou quatro dos doze blocos no norte do Estado oferecidos no leilão promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em dezembro de 2008. O subsecretário de Desenvolvimento Minerometalúrgico e Política Energética do Estado, Paulo Sérgio Ribeiro, afirma que a aposta da estatal mineira faz parte de sua visão de mercado para, até 2020, se tornar a segunda empresa de energia do Brasil, atrás apenas da Petrobrás.

Diretoria. Em fevereiro do ano passado, após uma mudança estatutária, a companhia criou uma diretoria de gás.

A justificativa apresentada pela Cemig na época do leilão da ANP para a sua participação foi a necessidade de buscar alternativas para assegurar o suprimento de gás tanto para a controlada Gasmig - concessionária de distribuição em Minas - como para futuros projetos de geração térmica.

"A ideia do governo de Minas Gerais, porém, nunca foi ocupar 0 espaço da iniciativa privada e sim atuar como indutor do desenvolvimento no Estado", ressaltou Ribeiro.

A Companhia de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas (Codemig) também integra o consórcio que arrematou os blocos.

A participação das duas empresas estatais no negócio soma 49%. "Gás e petróleo têm um risco associado maior. Por isso, participamos para induzir esse desenvolvimento", observou o subsecretário Ribeiro.

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