Os metalúrgicos decidiram hoje entrar em estado de greve nas empresas ligadas ao Grupo 10, comandado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, o grupo, que abrange os setores de lâmpadas, material bélico, estamparia e equipamentos odontológicos, não apresentou nenhuma proposta de acordo salarial.

A categoria pretende esperar uma posição da Fiesp até segunda-feira. Caso contrário, cruzará os braços. "Vamos começar a parar as fábricas do setor a partir de terça", anunciou o presidente do sindicato, Miguel Torres.
A decisão foi tomada durante assembléia encerrada por volta das 20h de hoje, na sede do sindicato, na Liberdade, centro da capital. Cerca de 1,5 mil trabalhadores participaram da reunião. No encontro, os metalúrgicos aprovaram as contrapropostas de cinco grupos. O de autopeças prevê o maior reajuste: 10,99%. Em seguida, vem o de fundição, com 10,51%. Os empregados dos setores de siderurgia, máquinas e equipamentos e eletroeletrônicos, laminação de metais, esquadrias, construções metálicas, equipamentos ferroviários e metais não-ferrosos reivindicam aumento de 10,34%.

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