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Parlamento português aprova nacionalização do BPN

Lisboa, 5 nov (EFE).- O Parlamento de Portugal aprovou hoje a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) em uma agitada sessão na qual a oposição criticou as implicações políticas do caso.

EFE |

A decisão de nacionalizar uma das menores entidades dos bancos portugueses foi anunciada no domingo pelo Governo, que argumentou a existência de perdas irregulares acumuladas de 700 milhões de euros.

A esquerda parlamentar classificou hoje o BPN como uma instituição financeira ligada a políticos da principal legenda da oposição, Partido Social Democrata (PSD), cujos representantes acusam o Governo de decretar mecanismos de regulação e errar com a decisão de nacionalizar o banco.

Durante um tenso debate parlamentar, o líder do PSD, Paulo Rangel, reiterou suas críticas ao Executivo por "se precipitar" ao nacionalizar o banco e tentar "esconder" erros das autoridades econômicas na fiscalização do BPN.

O ministro das Finanças português, Fernando Teixeira dos Santos, citou os "interesses" que a oposição tenta proteger, lembrou que a crise do BPN era culpa de seus gerentes e não dos reguladores e justificou a nacionalização "imperiosa" para estabilizar o sistema financeiro e garantir os depósitos.

O debate no Parlamento acendeu ainda mais a polêmica em torno da nacionalização do BPN, cujo presidente Miguel Cadilhe, acusou na terça-feira o Governo de atuar com motivação "política".

Cadilhe, ministro das Finanças entre 1985 e 1990, denunciou que o Governo do primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, desprezou seu plano para capitalizar o banco e espantou, com a nacionalização, os investimentos que poderia receber.

A crise do BPN, que o Governo insiste em desvincular dos atuais problemas internacionais, explodiu por causa das operações irregulares detectadas pela autoridade financeira portuguesa em uma filial, o Banco Insular de Cabo Verde, comprado em 2002. EFE ecs/wr/jp

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