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Parlamento espanhol aprova criação de fundos estatais contra crise

Madri, 11 dez (EFE) - O Parlamento espanhol aprovou hoje a criação do Fundo Estatal de Investimento Local e do Fundo do Estado para dinamizar a economia e o emprego, que totalizam 11 bilhões de euros (US$ 14,5 bilhões).

EFE |

A aprovação aconteceu hoje no Congresso dos Deputados (a Câmara Baixa do Parlamento espanhol) com o apoio do governista Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e alguns de seus aliados do Governo e com a abstenção do Partido Popular (PP), o principal da oposição na Espanha.

O segundo vice-presidente do Governo espanhol e ministro da Economia e Fazenda, Pedro Solbes, lembrou que os 11 bilhões de euros servirão para fazer investimentos em setores econômicos estratégicos e em obra pública municipal.

Solbes ressaltou o caráter urgente e excepcional destas medidas e destacou o "grande esforço" que representa para as administrações locais e para o Estado.

O objetivo, disse, é que todos os investimentos se iniciem no primeiro trimestre de 2009.

O titular de Economia lembrou que o principal objetivo destas novas medidas é a criação de emprego e que deveriam servir para gerar cerca de 300 mil postos de trabalho.

As Prefeituras, explicou, terão que apresentar documentos que garantam que os projetos que serão implementados têm como meta criar emprego especificando os postos novos a ocupar e com a condição de que os novos funcionários estejam desempregados.

Sobre o Fundo Especial do Estado, dotado com três bilhões de euros (US$ 3,9 bilhões), Solbes ressaltou que servirão para iniciar projetos com alto impacto na criação de emprego e que incidam em setores estratégicos como o do automóvel, meio ambiente ou pesquisa e desenvolvimento.

De fato, serão destinados 800 milhões de euros (mais US$ 1 bilhão) ao setor automobilístico, um dos mais afetados pela crise econômica.

Para o PP, que se absteve na votação no Congresso, com estas medidas são gerados "compromissos de despesa para que as gerações futuras os paguem".

Já o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, mostrou hoje confiança em que as previsões que indicam uma recessão global em 2009 estão erradas, "como estiveram ao não prever a crise atual". EFE nac/db

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