Berlim - O Parlamento alemão aprovou nesta sexta-feira o orçamento geral do País para 2010 com o maior endividamento da história da Alemanha, uma circunstância que a chanceler alemã, Angela Merkel, atribuiu exclusivamente à crise.

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Merkel, na quarta-feira, e o ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, nos debates finais de hoje, anunciaram um "ambicioso" plano econômico para os próximos anos.

A chanceler justificou os 80,2 bilhões de euros de endividamento com a necessidade de impulsionar o crescimento como medida anticrise.

O endividamento corresponde a um quarto do orçamento total e constitui o dobro do recorde registrado durante o Governo de Helmut Kohl em 1996.

Schäuble lembrou nesta sexta-feira que, a partir do ano que vem, a Alemanha vai ter que aplicar um rigoroso plano econômico com o objetivo de cumprir com as novas regras da Constituição, aprovadas em plena crise, que preveem um teto legal para o déficit de 0,35% do Produto Interno Bruto (PIB).

Ontem, Merkel disse que isto significa que será necessário economizar dez bilhões de euros por ano.

Schäuble acrescentou hoje que o programa de economia ainda será "relativamente" moderado em 2011, mas que aumentará consideravelmente em 2012 e 2013.

O orçamento geral alemão contempla uma despesa total de 319,5 bilhões de euros. Os investimentos somarão 28,29 bilhões de euros.

O Estado prevê arrecadar 211,9 bilhões de euros em impostos, além de receber outros 27,4 bilhões de euros de outras fontes, como privatizações.

O endividamento pode disparar até os 100 bilhões de euros caso o Estado tenha que responder pelas garantias a bancos e indústrias em crise.

A oposição alemã acusara a coalizão de Governo de esconder a verdade sobre as despesas para não perder apoio nas eleições regionais no estado federado da Renânia do Norte-Vestfália, o mais populoso do País.

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