Agnelli defende a suspensão temporária dos direitos trabalhistas para ajudar as empresas a enfrentar a crise." /
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Parlamentares e sindicalistas rechaçam suspensão de direitos trabalhistas

Parlamentares do governo e da oposição, além de sindicalistas, rechaçaram nesta segunda-feira a proposta que o presidente da Vale, Roger Agnelli, fez ao presidente Lula. http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/12/14/agnelli+quer+suspensao+de+leis+trabalhistas+3208631.html target=_topAgnelli defende a suspensão temporária dos direitos trabalhistas para ajudar as empresas a enfrentar a crise.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

 

"O Congresso não vai ser pautado por nenhum empresário. Essa discussão é inócua, não existe clima para suspensão de direitos trabalhistas no Congresso", disse o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA).

A posição foi reforçada pelo líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE). Para ele, os direitos trabalhistas são "civilizatórios" e a forma mais adequada de ajudar as empresas é por meio da reforma tributária, que acabaria com a incidência do salário-educação sobre a folha de pagamento, além de reduzir de 20% para 14% a contribuição patronal para o INSS.

"O que pode melhorar [para as empresas] é a [aprovação da] reforma tributária. Não se pode tirar direito do trabalhador, eles já se sacrificaram muito, sempre que chega um momento de dificuldade se pensa em retirar direito do trabalhador, eu não posso concordar com isso", disse.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, taxou a idéia de Agnelli como "oportunista". Ele disse esperar que outros empresários não façam coro a proposta. Henrique ainda ressaltou que a Vale é tomadora de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e que o Fundo de Amparo ao Trabalhador é uma das principais fontes de recursos do banco.

"A declaração é oportunista, porque uma empresa que teve, nos últimos anos, lucros recordes anunciados, toma, como primeira medida, demitir trabalhadores. Temos que lembrar que a Vale toma empréstimos do BNDES, um banco público que é financiado com recursos do FAT", disse ele.

Henrique também comentou que uma das medidas para aliviar a carga de grandes empresas deveria ser a redução de salários e de bônus dos altos executivos. "Somente o bônus de um desses cargos paga o salário de vários funcionários", afirmou o dirigente da CUT.

Outro sindicalista que rechaçou a possibilidade de suspensão temporária dos direitos trabalhistas foi João Carlos Gonçalves, secretário geral da Força Sindical. Para ele, a idéia de suspender direitos trabalhistas é "escandalosa".

"Os trabalhadores não podem pagar por uma crise que não fizeram. É preciso encontrar os meios para evitar demissões, mas garantir os direitos trabalhistas. Afinal, é o emprego e a geração de renda que têm sustentado o mercado de consumo interno", pontuou.

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