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Parlamentares anunciam Frente de Comunicação Social

Um grupo de 118 deputados federais e 38 senadores, de 17 diferentes partidos políticos, anunciaram ontem, durante jantar de abertura do IV Congresso Brasileiro de Publicidade, a criação da Frente Parlamentar de Comunicação Social. O assunto foi protocolado no Congresso Nacional na quinta-feira.

Agência Estado |

Com a frente parlamentar, os políticos - entre os quais os senadores Álvaro Dias (PSDB), Aloizio Mercadante (PT) e Delcídio Amaral (PT), e deputados como Michel Temer (PMDB) e Rodrigo Maia (DEM) - se definem como porta-vozes dos interesses da comunicação no País.

Na prática, questões como os mais de 300 projetos que propõem restrições à propaganda em diversos níveis e estão no Legislativo passam a ter um canal mais efetivo de representação. O fato tem merecido queixas constantes do meio publicitário e, por isso mesmo, é um dos temas centrais nos debates do atual Congresso. "Não só eles, mas todas os assuntos relativos à comunicação social, que são, ou deveriam ser, relevantes para todos os brasileiros", enfatiza o presidente do IV Congresso Brasileiro de Publicidade, o publicitário Dalton Pastore.

Um estudo preparado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para retratar a relevância do segmento para a economia nacional foi apresentado durante o congresso. O levantamento mostrou que o setor de serviços de comunicação movimentou R$ 57 bilhões e empregou mais de 640 mil pessoas em 2005. São dados defasados, mas os mais próximos já obtidos pelo mercado.

O legado do congresso de publicidade, que tem a tradição de produzir marcos para o setor - a última edição, há 30 anos, criou o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) -, será a defesa da liberdade de expressão, na opinião do presidente da agência Ogilvy, Sérgio Amado.

Os organizadores do evento, incluindo Amado, têm batido insistentemente nessa tecla nos últimos meses. Não só os profissionais das agências, mas executivos como o diretor-geral da Rede Globo de Televisão, Octávio Florisbal. "Há muitas leis no País querendo cercear a atividade publicitária, o que afeta o negócio da comunicação como um todo", diz ele.

A tônica da liberdade de expressão fez com que ganhasse destaque a presença de palestrantes internacionais que se consagraram na defesa do tema. Para a abertura, o convidado foi o diplomata nascido em Gana Kofi Annan, ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e Prêmio Nobel da Paz em 2001.

Em um auditório lotado, Annan foi várias vezes aplaudido. Mostrou humor ao começar sua palestra pedindo à audiência sugestões de como deveria tratar a própria imagem. A pergunta foi feita depois de contar um episódio de suas férias em um vilarejo da Itália, onde resolveu se enclausurar após dez anos à frente da ONU. Em um passeio para comprar jornais, achou que tinha sido reconhecido por populares, mas, na verdade, estava sendo confundido com o astro hollywoodiano Morgan Freeman.

Sereno, Annan baseou sua fala no conhecido documento Global Compact, que criou na ONU e que já foi assinado por 4 mil empresas. Todas se comprometeram a usar práticas transparentes para cuidar do meio ambiente e assim garantir um futuro melhor para a humanidade. "A transparência é poderosa", insistiu.

Novo nome

O IV Congresso de Publicidade deverá ser rebatizado para Congresso da Indústria da Comunicação, uma vez que 31 entidades do setor se mobilizaram para a realização das 15 comissões que discutem os mais diferentes temas.

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