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Paris oferece à Venezuela acordo de energia nuclear

O chanceler francês, Bernard Kouchner, anunciou ontem que a França está disposta a cooperar com a Venezuela para o desenvolvimento de um programa nuclear civil. Além das intenções para um acordo nuclear, Kouchner e seu colega venezuelano, Nicolás Maduro, assinaram ontem dez acordos de colaboração em diversas áreas, como militar, telecomunicações e de combate ao narcotráfico.

Agência Estado |

Em entrevista coletiva, Kouchner disse que a França "está pronta para trabalhar com os amigos venezuelanos" num programa de energia nuclear. Ao lado do colega francês, Maduro afirmou que os objetivos do programa são "exclusivamente pacíficos" e o futuro da humanidade depende em grande parte da energia nuclear, assim como outras fontes alternativas de energia.

Na semana passada, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, viajou para Moscou, onde aceitou a oferta do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, de assistência para a construção de um reator nuclear.

A Venezuela, um grande produtor e exportador de petróleo, diz ter a intenção de garantir seu futuro energético por meio da diversificação da produção. A aproximação com a Rússia, no entanto, especialmente nos campos militar e atômico, é vista com preocupação pelo governo dos Estados Unidos.

Segundo os ministros da França e Venezuela, os acordos assinados ontem vão abrir caminho para "grandes investimentos" a partir do próximo mês. A França aplicará recursos no setor petroleiro e de gás, no desenvolvimento de obras de infra-estrutura como ferrovia e metrô e na indústria automobilística.Várias companhias francesas, entre elas a gigante do petróleo Total, têm negócios na Bacia do Rio Orinoco.

Além de assinar os acordos bilaterais, Kouchner pediu que o governo de Caracas interceda na disputa entre Irã e o Ocidente sobre o programa nuclear do país do Oriente Médio. A Venezuela, um forte crítico dos Estados Unidos, há algum tempo tenta se aproximar do Irã e já defendeu publicamente o país contra alegações de que ele buscaria secretamente produzir armas atômicas.

O chanceler venezuelano disse que seu país aceitou a proposta francesa porque as autoridades iranianas "não responderam a perguntas pertinentes da Agência Internacional de Energia Atômica" (AIEA, órgão das Nações Unidas).

O Irã ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de uma intermediação do governo de Chávez na questão nuclear.

França e Estados Unidos estão entre os principais críticos do programa nuclear iraniano e pedem sanções contra o país. O Irã afirma que suas instalações têm como objetivo apenas a produção de energia, mas impede a inspeção de agentes da AIEA. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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