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“Parauapebas é o nosso Eldorado”

Em meados de 90, Carlos viu uma matéria sobre o crescimento da cidade paraense. Hoje, é dono de uma rede de supermercados

Gustavo Poloni, enviado especial a Parauapebas |

Há 14 anos, Carlos Alberto Correia da Silva viajou 1,3 mil quilômetros de Ceres, no Goiás, para Parauapebas, no sudeste do Pará. Acompanhado de dois irmãos, queria conferir de perto se tudo aquilo que lera numa reportagem sobre a cidade era verdade. De acordo com o texto, Parauapebas crescia mais do que a média brasileira e oferecia uma série de oportunidades para quem tivesse um perfil empreendedor. Durante cinco dias, os três analisaram os prós e contras de investir no Pará. Optaram por arriscar. Hoje, são donos de dois supermercados que, juntos, faturam R$ 30 milhões ao ano. “Conseguimos enxergar que a região receberia uma série de investimentos”, diz Carlos. “Parauapebas se transformou no nosso Eldorado”.

Salviano Machado
Carlos tem dois supermercados que faturam R$ 30 milhões ao ano
A família Silva sempre atuou no ramo comercial. Em Goiás, eram donos de uma loja que vendia produtos para os garimpeiros que buscavam ouro em Crixás. Quando a mina entrou em decadência no início da década de 90, a loja passou por um período difícil. Sem dinheiro em caixa, a loja acumulou dívidas e não conseguia repor o estoque. Foi quando os Silva começaram a pensar num plano b e conheceram Parauapebas. A família decidiu vender seus bens para liquidar as dívidas e seguiu rumo o sudeste do Pará. “Quando chegamos aqui não tinha quase nada”, afirma Carlos. “Apesar de ser uma cidade com 55 mil habitantes, as ruas não tinham pavimentação e o esgoto corria a céu aberto”.

Com R$ 30 mil para investir no novo negócio, os três irmãos alugaram uma casa na PA-275 (rodovia que corta a cidade e funciona como uma espécie de avenida principal) e decidiram montar uma banca de hortaliças chamada Farturão. “Foi uma oportunidade, ninguém vendia esse tipo de produto na região”, diz Carlos. Durante cinco anos, a família Silva vendeu apenas verduras, legumes e frutas para a clientela. A ideia deu resultado e o faturamento da vendinha logo chegou a R$ 70 mil. Aos poucos, outros produtos foram introduzidos na loja – até ela se transformou num supermercado. “Mas a menina dos nossos olhos ainda são as hortaliças”, afirma o empresário.

Apesar de ter alcançado mais sucesso do que imaginava quando mudou-se para o Pará, Carlos já está pensando nos próximos passos da empresa. Ainda não sabe ao certo em que vai investir, mas uma das opções é diversificar os negócios. Uma coisa, no entanto, é certa: nunca mais vai embora de Parauapebas. “A tendência é que as coisas melhorem ainda mais por aqui”, diz Carlos. O empresário acredita que dois fatores vão ajudar nesse sentido: o investimento de R$ 9 bilhões que a mineradora Vale vai fazer na região nos próximos anos, gerando algo em torno de 30 mil novos empregos, e o projeto de lei que quer transformar a região no Estado do Carajás. “Só tenho um arrependimento: não ter vindo para cá antes”.
 

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