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Paraguai diz que não admitirá assentamentos camponeses

Assunção, 23 out (EFE).- O Governo paraguaio reafirmou hoje que não admitirá assentamentos e ameaças de nenhum tipo dos movimentos de camponeses que vigiam as fazendas das regiões produtivas do país em reivindicação de terras.

EFE |

O ministro do Interior paraguaio, Rafael Filizzola, disse que o Governo "tem o compromisso de fazer a reforma agrária", mas assegurou que não admitirá "assentamentos e ameaças de nenhum tipo", em alusão à trégua dada até sexta-feira pelos sem-terra para não promover ocupações.

Centenas de camponeses de movimentos de sem-terra acampam perto de fazendas agrícolas dos departamentos de San Pedro, no centro do país, e do Alto Paraná, na fronteira com o Brasil, sob a ameaça de ocupá-las em reivindicação de uma reforma agrária.

Grande parte dessas fazendas pertence ou são arrendadas por brasileiros que se dedicam ao cultivo da soja, produto que o Paraguai é quarto exportador mundial. Um dos líderes camponeses, partidário do Governo, ameaçou expulsar esses fazendeiros de suas instalações.

"Não se pode pedir soluções em 60 dias para problemas de décadas", assegurou Filizzola, que admitiu que muitas propriedades seguem sob ameaça e que as autoridades continuarão com o despejo de algumas das fazendas ocupadas.

Fontes oficiais informaram que o chefe de Estado, Fernando Lugo, viajará nesta sexta-feira a San Pedro para conhecer pessoalmente a situação vivida na região.

O Paraguai produzirá 6,8 milhões de toneladas de soja na temporada 2008-09, segundo as previsões de uma organização que agrupa pequenos e grandes produtores.

A Associação Rural do Paraguai (ARP) e outras organizações empresariais sustentam que parte do problema da terra no país se deve ao fato de que os camponeses beneficiados acabam voltando a vender seus direitos, entre eles os chamados brasiguaios. EFE lb/rr

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