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Para Stephanes, críticas e apoios

Ruim com ela, pior sem ela. Esta é a opinião do secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, João Sampaio, em relação à Rodada Doha.

Agência Estado |

Sampaio discordou das declarações do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, de que a Rodada "não servirá para nada". Mas ponderou que, "em certa medida" o ministro tem razão. "Os países ricos exigem redução das nossas tarifas, mas não oferecem uma contrapartida na mesma proporção."

Para o presidente da Associação Brasileira Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, Stephanes está equivocado. "A rodada pode abrir mercados para o Brasil. E ,se os resultados até o momento são pequenos, foi porque a estratégia brasileira não priorizou a agricultura. E, se a estratégia não priorizou a agricultura, é um sinal de que o Ministério da Agricultura não teve uma atuação significativa no governo Lula."

O assessor técnico da Comissão Nacional de Comércio Exterior da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Matheus Zanella,acredita que as declarações "atrapalham e enfraquecem o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim nas negociações". Para Zanella, os demais negociadores poderão questionar Amorim sobre a importância que o Brasil dá à negociação. "Vão perguntar: para que insistir na redução de subsídios se o próprio ministro da Agricultura do Brasil pensa diferente?"

Já o presidente da Associação dos Cafeicultores do Paraná e ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Luiz Suplicy Hafers, elogiou as declarações. Na opinião de Hafers, a entrevista do ministro "reflete o desconforto da classe ruralista, que se sente usada como moeda de troca nas negociações do governo brasileiro na OMC".

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