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Para Stanley Fischer, BC brasileiro faz bom trabalho

A alta mundial nos preços dos alimentos não deve desviar os bancos centrais (BCs) do foco da meta de inflação, sob risco de novos movimentos de hiperinflação, alertou ontem o presidente do BC de Israel e ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Stanley Fischer. Ele admitiu que a perseguição da meta pode levar a um crescimento menor no Produto Interno Bruto (PIB), mesmo no Brasil, mas disse que é preciso na autoridade monetária.

Agência Estado |

Fischer, que também foi economista-chefe do Banco Mundial e gerencia o sistema de metas israelense, admitiu que o controle da inflação é um desafio porque "agora temos a difícil tarefa de abordar as metas diante das mudanças nos preços energéticos (petróleo e derivados) e de alimentos, que se parecem com o choque dos anos 70".

Ele sublinhou, em palestra no seminário anual do BC do Brasil sobre metas de inflação, que é preciso resistir, neste momento, a argumentos de que é melhor aumentar a inflação para além da meta fixada. Calibragens extras, mesmo que pequenas, podem comprometer a continuidade do ritmo de crescimento, argumentou. "Foi assim que chegamos à hiperinflação", alertou.

Fischer também disse que a sociedade deve ter compreensão de que no atual momento, de forte desequilíbrio nos preços, é inevitável que a inflação possa sair do intervalo da meta em alguns momentos ao longo do ano, mas é dever da autoridade monetária lutar para que a meta definida não seja perdida de vista. "Não deve haver nenhuma dúvida em relação à meta. É preciso que todos entendam isso: temos que nos esforçar para manter a inflação na meta", afirmou.

Ele lembrou que o regime de metas de inflação é o único regime monetário já criado no mundo que conseguiu chegar aos 20 anos. Segundo ele, a idade média dos regimes anteriores era de 10 anos. "Isso é uma indicação de que o regime tem dado resultados", disse. O Brasil adotou o sistema em 1999.

Apesar de admitir que a alta dos juros no Brasil, para trazer de volta a inflação para o centro da meta (4,5%) em 2009, terá impacto na expansão do PIB, ele se recusou a prever a intensidade da desaceleração, restringindo-se a dizer que "a economia brasileira tem crescido muito rápido". E defendeu o BC. "Eles têm feito um trabalho correto", declarou.

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