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Para Putin, crise financeira afetará mais setor do gás que petróleo

Moscou, 23 dez (EFE).- O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, advertiu hoje que a crise econômica mundial afetará mais o setor do gás que o do petróleo.

EFE |

"Devido ao caráter inerte do mercado de gás, podemos esperar que a crise afete mais gravemente o setor que o do petróleo, e sua recuperação demandaria mais tempo", disse o primeiro-ministro na abertura de uma reunião ministerial do Fórum de Países Exportadores de Gás (FPEG), em Moscou.

"Entre agosto e novembro de 2008 os preços do petróleo caíram em quase um quarto. Naturalmente, isto já repercutiu no estado do mercado de gás, cujos preços estão vinculados aos do petróleo", completou.

Putin fez esta advertência ao falar com os ministros de Energia de Argélia, Bolívia, Egito, Guiné Equatorial, Irã, Líbia, Nigéria, Noruega, Catar, Rússia, Trinidad e Tobago e Venezuela, que debaterão hoje o estatuto do Fórum.

"O Fórum de Países Exportadores de Gás deve se tornar uma organização permanente, com seu estatuto e sede, em uma estrutura que representará os interesses dos produtores e exportadores de gás no cenário internacional", ressaltou o premier russo.

Ele comentou ainda que o FPEG "deve expressar uma posição de acordo entre seus membros sobre os assuntos mais importantes do estado atual e as perspectivas de desenvolvimento do mercado de gás".

Putin ressaltou que o aumento dos custos de produção no setor do gás inevitavelmente conduzirá ao aumento dos preços do combustível.

"Apesar da crise na economia mundial, a queda dos preços dos combustíveis, inclusive do gás, está terminando", disse.

Criado em 2001, o FPEG é integrado pelos produtores de gás mais importantes do mundo com o objetivo de promover seus interesses comuns, aumentar a cooperação e coordenação entre eles e impulsionar também o diálogo com os consumidores de gás.

Os integrantes do Fórum possuem 73% das reservas mundiais de gás e controlam 42% do que é comercializado anualmente no mundo.

Além dos países já citados, o encontro em Moscou tem ainda Guiné Equatorial e Noruega, que participam como observadores. EFE se/ab/dp

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