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Para presidente do Fed de São Francisco os EUA estão em recessão

Os Estados Unidos entraram em recessão, afirmou na noite de terça-feira a presidente do Federal Reserve de São Francisco, Janet Yellen, anunciando que o terceiro trimestre não registrará qualquer crescimento e que haverá uma contração no quarto trimestre de 2008.

AFP |

"Os dados econômicos recentes sugerem que a economia está mais fraca que o previsto para o terceiro trimestre, sinal provável de que essencialmente não houve crescimento algum", disse Janet Yellen, presidente do Fed de San Francisco, Califórnia. "O crescimento para o quarto trimestre será ainda mais fraco, muito provavelmente com contração.

"Definitivamente, a economia dos Estados Unidos parece estar em recessão".

Segundo Janet Yellen, que não se pronunciou sobre a duração deste período de recessão, a queda do valor das matérias-primas vai estabilizar os preços, com possibilidade de deflação.

"Os preços das matérias-primas, inclusive os do petróleo, vão cair. Penso que esta evolução, combinada ao enfraquecimento do mercado de trabalho e do consumo, colocará a inflação em uma taxa adequada à estabilidade de preços...".

Janet Yellen assinalou que a situação está longe de ter a mesma gravidade da 'Grande Depressão' dos anos 30, devido tanto à maior capacidade de resistência da economia quanto às lições aprendidas.

"Agora sabemos a importância de se agir rapidamente diante de uma crise financeira", destacou Yellen.

Yellen falou poucas horas depois que dados oficiais mostraram que o déficit triplicou no ano fiscal 2007-2008, a 455 bilhões de dólares, ou 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Nos Estados Unidos se considera recessão quando acontecem mais de dois trimestres com queda do PIB real.

A declaração também foi feita no momento em que o governo americano - pela primeira vez desde a 'Grande Depressão' dos anos 30 - nacionaliza parcialmente grandes bancos, em uma tentativa de fazer com que os mercados financeiros recuperem a confiança.

"Hoje em dia, virtualmente todos os setores principais da economia foram atingidos pelo choque financeiro", disse Yellen.

"O emprego caiu por nove meses seguidos, e a renda pessoal, ajustada de acordo com a inflação, está virtualmente sem alterações desde abril", afirmou.

"O gasto comercial, também, está sentindo o golpe, já que as empresas enfrenta, a queda da demanda de seus produtos, um aumento no custo do capital e restrições nos créditos", explicou.

"Começamos a perceber alguns sintomas de desaceleração na antes muito forte indústria informática".

A respeito da inflação, a presidente do Fed de São Francisco destacou que os preços das matérias-primas, incluindo o preço do petróleo, caíram.

Ela previu que a inflação pode baixar a níveis - até inferiores - que considera consistentes com a estabilidade dos preços.

Yellen chegou ao fim do discurso dizendo que a agitação dos mercados financeiros representa "uma ameaça séria e direta ao bem-estar de todos os cidadãos da economia global".

No entanto, afirmou que não acredita que a economia americana enfrentará nos próximos anos um período de miséria econômica similar ao da 'Grande Depressão'.

"A economia americana tem mais capacidade de recuperação agora do que então", afirmou.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional previu uma contração da atividade nos três últimos meses de 2008 e no primeiro trimestre do ano seguinte, com o retorno à normalidade apenas em 2010.

O Wall Street Journal entrevistou 52 economistas que estimam que a economia americana já entrou em recessão, no terceiro trimestre, o que deve permanecer no quarto trimestre de 2008 e nos primeiros três meses de 2009.

chr/LR/fp

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