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Para Paulo Bernardo, alta dos juros pode afetar crescimento em 2009

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta quinta-feira que a trajetória de alta da taxa básica de juros pode desacelerar o crescimento da economia brasileira, mas somente em 2009. De acordo com Bernardo, como o aperto monetário não tem efeito imediato, o avanço esperado para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 é de pelo menos 5%.

Valor Online |

Segundo o ministro, a expectativa é de um crescimento forte no segundo trimestre deste ano, até mesmo superior aos 5,8% registrados de janeiro a março. Daí a expectativa otimista para o ano cheio. Mas apesar de acreditar que em 2009 o resultado pode não ser tão bom devido ao arrocho nos juros, Bernardo evitou fazer projeções.

"Racionalmente falando, se estamos fazendo política contracionista, a tendência é ter um crescimento menor no ano que vem. Seria bobagem tentar enganar e falar que vai crescer mais. Mas está muito cedo ainda para apostar e os investimentos estão vigorosos no país", disse Bernardo, que participou de almoço promovido pela Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB).

Apesar de esperar um crescimento menor no ano que vem, Bernardo elogiou a postura do Banco Central, que na quarta-feira elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano. Para o ministro, o BC abriu a caixa de ferramentas, elevando com força os juros para evitar um prolongamento maior da trajetória de alta da inflação.

Em meio a metáforas futebolísticas em que chegou a comparar a força usada ontem pelo BC à disposição exibida pelo ex-zagueiro Fontana, do Vasco e da Seleção Brasileira, Bernardo se mostrou otimista em relação à inflação, que para ele deve fechar o ano acima do centro da meta, de 4,5%, mas dentro da margem de tolerância de dois pontos para cima.

Acho que nós vamos cumprir a margem de tolerância esse ano e em 2009 nosso trabalho vai ser no sentido de seguir a meta de 4,5%, frisou.

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