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Para OCDE, Brasil é o menos atingido pela crise

O Brasil é a única das grandes economias mundiais a ainda não ter entrado em fase de profunda desaceleração econômica em consequência da crise financeira global. A constatação foi feita no relatório Indicadores Compostos Avançados, divulgado ontem pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

Agência Estado |

De acordo com o estudo da OCDE, dentre 11 países analisados, o Brasil foi apontado como o único a viver uma fase de "desaquecimento" da atividade econômica, um desempenho menos ruim que os demais países.

Os dados se referem ao mês de novembro e são elaborados para apontar com antecipação os "pontos de reversão" - picos e vales da curva de crescimento -, as fases de expansão e as de desaceleração da economia de um país.

Segundo o relatório, "o Brasil perdeu 1,1 ponto porcentual e está 2,9 pontos porcentuais inferior ao nível (de atividade econômica) observado há um ano", mantendo-se com 101,2 pontos.

Dentre as nações analisadas, o desempenho brasileiro é o melhor, mantendo-se acima dos 100 pontos, o valor de referência. Para a OCDE, o país é classificado como "em ligeira modificação" para baixo no que se refere ao ritmo de crescimento.

Estados Unidos, Canadá, Japão, China, Índia, Rússia, França, Alemanha, Itália e Reino Unido tiveram desempenho pior e foram classificados na lista dos países "em forte desaceleração". Dentre esses, Rússia e China revelaram a mais forte alteração de expectativas, tendo perdido 4,3 pontos e 3,1 pontos, respectivamente, em um único mês.

No panorama geral, o documento da OCDE reforça a perspectiva de recessão profunda da economia, tanto nos sete países mais ricos (G-7) quanto na zona do euro - composta pelo 16 países que adotam a moeda única na União Europeia - e no grupo dos quatro maiores países emergentes (que foram o grupo Bric, que inclui Brasil, Rússia, Índia e China).

Além dos indicadores compostos, a organização divulgou ontem o índice de desemprego na chamada zona da OCDE, formada por 30 países (o Brasil não está incluído). Em novembro, o índice de desemprego foi de 6,5% da população economicamente ativa, 0,1% superior ao do mês precedente e 0,8% maior que em novembro de 2007.

Nos Estados Unidos, o aumento de 0,4% em um mês elevou a taxa para 7,2%, enquanto no Japão o índice era de 4%, 0,3% maior que o verificado em outubro. Na zona do euro, o índice chegava a 7,8%, com aumento de 0,1%. Em todas as maiores economias do continente - Alemanha, França, Reino Unido e Itália -, os dados revelam a degradação do nível de emprego. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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