RIO - O ministro do Turismo, Luiz Barretto, considera que a situação dos aeroportos está entre as principais preocupações para uma realização tranquila da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. Barretto não defendeu um modelo específico de gestão para os aeroportos brasileiros, mas sugeriu a adoção de medidas emergenciais até que o governo bata o martelo sobre a solução e as obras que serão feitas nos principais terminais. Não pode ter nenhum tipo de preconceito para enfrentar uma solução tão importante para uma indústria que cresce de maneira chinesa, frisou Barretto, que apresentou hoje os resultados da 6ª Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo (Pacet), realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Sou a favor que se estudem todos os mecanismos, inclusive os de concessão. O Brasil é um país continental, tem aeroportos lucrativos e aeroportos que não são lucrativos, mas que são importantes para a malha aérea nacional.

Não se pode fazer concessão só no filé mignon, tem que pensar o boi inteiro", acrescentou.

Para o ministro, com a taxa de crescimento do setor aéreo nacional, que no ano passado avançou 14%, com mais de 56 milhões de passageiros, medidas emergenciais terão que ser postas em prática para evitar gargalos e novas edições do caos aéreo.

Como exemplo citou a experiência de Florianópolis, onde dois terminais pré-moldados funcionaram por dois anos, enquanto as obras de expansão do aeroporto da cidade estavam embargadas.

"A gente tem que botar a criatividade para trabalhar. As obras de longo alcance são as fundamentais, mas pode-se combiná-las com medidas de curto prazo", disse Barreto.

Em janeiro, o mercado de aviação mostrou que continua com força em 2010. Foram transportados 5,624 milhões de passageiros em voos domésticos, 22,5% a mais que em janeiro do ano passado e 3,46% que o recorde anterior, de outubro de 2009.

Nos desembarques internacionais, Barreto frisou que o recorde de 734,6 mil do mês passado ficou 12,23% acima de janeiro de 2009 e foi 9,08% maior que o recorde anterior, de janeiro de 2005.

Barretto, que se disse otimista em relação à solução para os terminais aeroportuários brasileiros, chamou a atenção ainda para a qualificação profissional para a Copa e a Olimpíada.

"Temos que melhorar a qualificação profissional do nosso receptivo. O tema da língua é importante para ampliar o mercado, o inglês e o espanhol são fundamentais", destacou.

(Rafael Rosas | Valor)

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