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Para Miguel Jorge, empresários não têm do que reclamar

SÃO PAULO - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou hoje (11), em São Paulo, que o balanço das empresas, no primeiro semestre e também no ano passado, indica que o empresariado não tem do que reclamar, já que a rentabilidade das indústrias está maior até que a dos bancos.

Valor Online |

Acho que as empresas brasileiras estão tendo uma lucratividade alta e produção bastante grande, disse ao participar do encontro África: Fórum de Negócios, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O ministro reconheceu que as reclamações são normais e disse ainda que o papel do empresário é insistir e reivindicar, assim como dos trabalhadores, e o governo tem que arbitrar essas reclamações. Eu reclamei muito quando estava do outro lado e acho absolutamente normais as reclamações, observou.

O ministro reforçou que embora o país esteja passando por um arrefecimento da inflação, é preciso ter cuidado. Nós temos que ter cuidado para que a inflação não volte. Temos que ter atenção porque ela precisa não só arrefecer, mas voltar a patamares aceitáveis como eram antes desse processo de crescimento, alertou Miguel Jorge.

O ministro afirmou que o Brasil tem mantido boas relações, políticas e comerciais, com os países africanos, especialmente nos últimos três anos, já que a determinação do presidente Lula é a de que os países do continente sejam prioridade para o governo, tanto nas relações comerciais, quanto nas diplomáticas. As prioridades são as de estabelecer relações comerciais e participarmos do esforço de desenvolvimento de alguns países africanos, disse Jorge.

Ele ressaltou que existe um escritório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na África e está em fase de implantação um escritório da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para colaborar no desenvolvimento da indústria de alguns dos países africanos.

Acho que temos um grande esforço a fazer em aproximar cada vez mais os países africanos do Brasil, disse. Miguel Jorge reforçou que o etanol pode ser um fator importante nessas relações, para dar condições de emprego no continente, ajudar o crescimento dos países e fazer com que passem a ser exportadores de produtos de maior valor agregado. A ABDI promove e executa políticas de desenvolvimento industrial e sua gestão é supervisionada pelo Ministério do Desenvolvimento.

O ministro destacou que as vendas para a África, no primeiro semestre, aumentaram 11,5%, totalizando US$ 5,3 bilhões, em comparação com o mesmo período do ano passado. Já as importações brasileiras cresceram 68,2% e totalizaram US$ 9,6 bilhões no período.

Assim, o déficit no comércio com a África, até julho, é de US$ 4,3 bilhões, mas para Miguel Jorge, não significa desequilíbrio. Embora esses números sejam importantes, o negócio entre os países africanos e o Brasil ainda têm um enorme potencial de expansão em todos os setores econômicos, ponderou.

Para o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Gianetti da Fonseca, a cooperação brasileira, do ponto de vista do relacionamento com a África, é melhor do que o continente poderia ter com outros mercados. O Brasil tem um conhecimento e uma atitude em relação à África, e uma similaridade que ninguém mais tem, avaliou.

Para a embaixadora da África do Sul no Brasil, Lindiwe Zulu, a proximidade geográfica entre a África e o Brasil é um ponto positivo para o comércio entre os dois mercados. O Brasil tem mais afinidades com a África e, por isso, o Brasil não deve temer a concorrência com a China, observou Zulu.

Segundo ela, o estabelecimento de uma relação comercial e cultural entre África e Brasil é um processo de duas vias. A África pode produzir o que o Brasil pode comprar e, daí, pode-se construir uma relação comercial forte, afirmou ela.

(Agência Brasil)

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