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Para Lloyds, entrada do BB no IRB-Brasil não tem viés estatizante

RIO - O presidente do Lloyds no Brasil, Marco Antonio de Simas Castro, não acredita que a possível entrada do Banco do Brasil no controle do IRB-Brasil Re significa um viés estatizante em um mercado aberto à concorrência há apenas dois anos. De acordo com ele, o movimento poderá permitir que a empresa estatal brigue em igualdade de condições com as companhias de resseguro privadas instaladas no país e foi a saída encontrada para que o IRB mantenha uma boa participação de mercado, que fechou no ano passado em 78% do total negociado no Brasil.

Valor Online |

"A chance de manter ou perder menos participação no mercado brasileiro está diretamente relacionada a este caminho de aumentar a participação do Banco do Brasil", frisou Castro, que participou de palestra promovida de Câmara Britânica de Comércio (Britcham), no Rio de Janeiro.

"O que o governo está fazendo, e me parece absolutamente correto, é preservar uma importante fatia de negócios que ele tem hoje. O IRB é uma empresa que tem acionistas privados e que tem um valor de mercado, um volume de negócios e acho que é obrigação do governo preservar a sua empresa, o seu negócio e o interesse dos seus acionistas. Acho que é um caminho não no sentido de reserva de mercado, mas de preservação de um ativo", acrescentou.

No ano passado, o Lloyds respondeu por 9% do mercado ressegurador nacional, com US$ 187 milhões em operações, um crescimento de 10% frente ao ano anterior. O volume coloca a empresa, que atua no país como ressegurador admitido, no segundo lugar do ranking nacional, atrás apenas do IRB-Brasil Re.

"Estamos na frente das demais resseguradoras admitidas e eventuais no seu conjunto e de cada uma das resseguradores locais, exceto o IRB, individualmente", frisou Castro, que evitou dar projeções de crescimento para os negócios do Lloyds no Brasil, mas lembrou que a estimativa da Superintendência de Seguros Privados (Susep) é de um aumento de 8% a 9% para o mercado brasileiro. "Isso é uma indicação muito importante para o mercado".

Castro também fez questão de afirmar que a companhia - uma união de 80 sindicatos britânicos de seguradores e resseguradores - é forte o suficiente para apoiar as necessidades de resseguro do mercado de óleo e gás no Brasil.

"O Lloyds é um grande mercado para óleo e gás. Esses projetos de infraestrutura, o pré-sal, a exploração, a construção dos estaleiros, tudo isso é ressegurado no Lloyds, que tem a expertise e a solidez financeira, já que uma plataforma dessas custa US$ 1 bilhão", disse Castro.

(Rafael Rosas | Valor)

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