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RIO - O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, voltou a afirmar que a ação de autoria do procurador da República em Mato Grosso Mário Lúcio Avelar, que o acusa de improbidade administrativa, é uma tentativa de intimidar o servidor público no exercício das suas obrigações funcionais. O procurador acionou Kelman na Justiça por acreditar que o presidente da agência reguladora emitiu opinião favorável à mudança do local da construção da usina de Jirau antes de concluídos os estudos de impacto ambiental. Na semana passada, a 3ª Vara Federal de Porto Velho concedeu liminar suspendendo o início das obras preliminares para a hidrelétrica.

"A ação (do procurador Avelar) visa impedir que o servidor público exerça a sua responsabilidade funcional quando esse exercício se choca com o ponto de vista, a crença e a ideologia que tem o procurador", disse Kelman, que participou hoje do leilão de linhas de transmissão e subestações que integrarão usinas produtoras de energia a partir de biomassa à rede básica de distribuição nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

"Entendi como uma tentativa de intimidação", disse. "Não sou tão fácil de ser intimidado", acrescentou Kelman.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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