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Para Irã, possibilidade de ação militar gera volatilidade em mercados

Madri, 2 jul (EFE).- O ministro do Petróleo iraniano, Gholamhossein Nozari, advertiu hoje em Madri, onde participa do 19º Congresso Mundial do Petróleo, que a possibilidade de uma ação militar contra o Teerã gera volatilidade nos mercados de hidrocarbonetos e que ninguém pode imaginar qual seria a reação se o Irã sofresse um ataque de outro país.

EFE |

Para Nozari, a possibilidade de qualquer movimento militar contra o Teerã impulsiona o encarecimento do petróleo, atualmente negociado a preços historicamente altos.

O ministro lembrou que o Irã "sempre foi uma fonte de confiança para abastecer os mercados" e que, apesar das circunstâncias, manteve sua produção de petróleo.

Nozari disse que o Irã espera se manter como um "fornecedor seguro", já que o país elevou sua produção de petróleo para que atinja 5,3 milhões de barris por dia (bpd) em 2014, frente aos 4,35 milhões de barris atuais, o que representa um aumento de 21,8% na produção.

O ministro iraniano revelou também que a produção de gás passará dos 540 milhões de metros cúbicos atuais para 1,5 bilhões em 2014 e que a capacidade de refino do país será duplicada, atingindo 3,3 milhões de barris por dia.

Já o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, aproveitou seu discurso no fórum para afirmar que a lei brasileira que regula a prospecção de hidrocarbonetos "não é a melhor" para fomentar o desenvolvimento do descobrimento de novas reservas na Bacia de Santos e para pedir que se introduza mais flexibilidade na legislação.

Gabrielli assinalou que a normativa vigente se desenhou para atrair investimentos para as jazidas diferentes dos atuais e não é válida nem para as zonas maduras que necessitam aumentar as taxas de recuperação nem para os descobrimentos marítimos (off-shore).

Recentemente, a Petrobras descobriu várias reservas de petróleo off-shore na Bacia de Santos, no entanto até agora só se conhece a capacidade do Campo de Tupi, estimada entre 5 e 6 bilhões de barris.

Gabrielli afirmou que a companhia "não está interessada" em entrar no Iraque, que esta semana convidou 35 petrolíferas a apresentarem suas ofertas para o desenvolvimento de seis campos de petróleo e dois de gás no país.

Outro protagonista na sessão de hoje do Congresso foi o secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdalla Salem el Badri, que pediu reciprocidade para poder operar em países consumidores e insistiu para que as companhias nacionais dos membros da organização fiquem fora das explorações marinhas iniciadas pelos Estados Unidos.

Salem el Badri reivindicou também uma maior regulação para moderar a atual situação do mercado de petróleo e insistiu que a especulação nos mercados é a grande responsável pelo do preço barril do petróleo continuar acima dos US$ 140.

Quanto ao gás natural, tema central de hoje no Congresso, o presidente da companhia estatal argelina Sonatrach, Mohammed Meziane, previu que o mercado de gás natural liquefeito (GNL) manterá um ritmo anual de crescimento de 8% até 2020 e será cada vez mais global.

Meziane destacou que o gás natural (tanto liquefeito como por gasoduto) já corresponde a um quarto das necessidades de energia do mundo e seu crescimento futuro situa o setor em uma "encruzilhada" entre regionalização e globalização.

O presidente da companhia estatal argelina, proprietária de uma das maiores reservas de gás do mundo, ressaltou a necessidade de substituir o "modelo clássico", baseado em contratos a longo prazo, que atualmente representam 80% do mercado, por outro "mais flexível", onde os contratos a curto prazo ganhem peso.

Durante o congresso, a diretora da área de gás da Shell, Linda Cook, assegurou que o gás natural é "o protagonista favorito" do novo esquema energético mundial, marcado pelo crescente aumento da demanda e por maiores exigências ambientais.

Segundo Linda, em 2030 a União Européia (UE) importará 75% do gás que consome, contra os 45% atuais, devido ao aumento da demanda e ao esgotamento das reservas na Europa. EFE nca/ab/plc

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