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Para Greenspan, governo não pode evitar crise mas pode limitar impacto

SÃO PAULO - O ex-presidente do Federal Reserve (Fed) Alan Greenspan alertou nesta quarta-feira que as autoridades reguladoras não podem evitar completamente a ocorrência de outra crise, mas notou que podem ser tomadas algumas ações para minimizar o impacto de um eventual novo choque. Em apresentação à Comissão de Investigação da Crise Financeira, Greenspan notou que a crise mais recente colocou em evidência as limitações de supervisão do governo dos mercados financeiros e aproveitou para defender suas ações à frente do Fed. Ele, que presidiu o banco central dos EUA de 1987 a 2006, foi criticado por não aumentar a taxa de juro a tempo de evitar o superaquecimento do mercado imobiliário. Greenspan acrescentou que a bolha imobiliária não foi criada pela política monetária do Fed e que as taxas de juros de longo prazo foram a principal contribuição.

Valor Online |

SÃO PAULO - O ex-presidente do Federal Reserve (Fed) Alan Greenspan alertou nesta quarta-feira que as autoridades reguladoras não podem evitar completamente a ocorrência de outra crise, mas notou que podem ser tomadas algumas ações para minimizar o impacto de um eventual novo choque. Em apresentação à Comissão de Investigação da Crise Financeira, Greenspan notou que a crise mais recente colocou em evidência as limitações de supervisão do governo dos mercados financeiros e aproveitou para defender suas ações à frente do Fed. Ele, que presidiu o banco central dos EUA de 1987 a 2006, foi criticado por não aumentar a taxa de juro a tempo de evitar o superaquecimento do mercado imobiliário. Greenspan acrescentou que a bolha imobiliária não foi criada pela política monetária do Fed e que as taxas de juros de longo prazo foram a principal contribuição. A bolha do setor explodiu em 2008, causando uma série de processos de execução de hipotecas e levando a economia à recessão. Para Greenspan, o insaciável apetite por pacotes de ativos hipotecários de alto risco teve grande contribuição para a crise financeira, e não as hipotecas subprime por si só. "Na minha opinião, a originação de hipotecas subprime não foi uma causa significativa da crise financeira", declarou. (Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)
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